Sinta-se em casa!

Fale conosco através do email suelenajara@hotmail.com ou matrizaparecida@hotmail.com
Escreva para a Suelen, da PASCOM, ou para o frei.
Você pode dar opiniões sobre o blog e sobre temas que gostaria de saber. Sinta-se em casa!

Mostrando postagens com marcador catequese. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador catequese. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O que você precisa saber sobre as intenções de Missa.



Toda celebração eucarística, ou seja, a santa missa é um ato trinitário.

A cada missa que celebramos nós fazemos um ato de ação de graças ao Pai, por causa de seu Filho, Jesus Cristo, na força do Espírito Santo. Desta maneira, cada celebração eucarística é dirigida inteiramente à SantíssimaTrindade.

A missa tem um valor tão grande que não pode ser medido. Por isso, nela cabem todas as intenções que queiramos colocar. Em cada missa nós podemos rezar pelas mais variadas situações de nossas vidas: seja agradecendo a Deus por graças que alcançamos, seja pedindo uma graça para nós ou para outras pessoas, seja rezandopor pessoas vivas, seja pelos nossos mortos.

Mas por que isto? Porque tudo é graça, tudo é dom, fruto da bondade e do amor de Deus para conosco. Quando participamos de uma celebração eucarística, no silencio do nosso coração, podemos colocar quantas intenções quisermos.

Porém, há momentos em que queremos partilhar essas intenções com a comunidade. Por isso, colocamos as intenções em público na missa. Aqui começa o problema: nem sempre é possível colocar a intenção que queremos naquela missa ou não se pode colocar aquela intenção específica.

Todos os domingos e nas festas de guarda os Bispos diocesanos e os párocos têm obrigação da missa “pro populo”. O que é essa missa? O nome já diz: é uma missa pelo povo, é por todo o povo mesmo, que reside na diocese ou na paróquia, sem distinção de fé ou religião.

Inclusive, é pelos que não têm ninguém que reze por eles. Por isso que, nas missas“pro populo” não é possível colocar intenções particulares.

Em nossa paróquia a missa "pro populo" será sempre celebrada aos domingos às 7h.

Outro problema aparece quando as pessoas querem colocar determinadas intenções. Não se pode colocar intenções dirigidas a Deus Pai (está na moda colocar intenção dirigida ao “Pai Eterno”), a Jesus Cristo e ao Espírito Santo, o que se pode é marcar missa pelo Sagrado Coração de Jesus.

Já vimos no início deste texto: toda missa já é uma ação de graças às três Pessoas da SantíssimaTrindade. Podemos colocar intenções dirigidas à Virgem Maria, ao demais Santos e Beatos reconhecidos pela Igreja e aos santos Anjos.

Também podemos oferecer nossa intençãopelos fiéis defuntos, principalmente pelas almas do purgatório. Assim, espero ter esclarecido o assunto e que os fiéis compreendam, quando quiserem colocar determinadas intenções nas missas, que nem sempre será possível.

(adaptado de > http://batataisonline.com.br/lercoluna/1234/o-que-voce-precisa-saber-sobre-as-intencoes-de-missa)



INSTRUÇÃO SOBRE O FOLHETO LITÚRGICO OU LITURGIA DIÁRIA


Caros irmãos e irmãs, a nossa comunidade como tantas outras ainda é dependente no uso do folheto (uma muleta) nas celebrações. Como vimos nesses dias, podemos e devemos valorizar a Palavra que nos é proclamada, sobretudo, pelo escutar e acolhê-la convenientemente. Então, faremos a seguir uma reflexão de como esse ‘mal necessário’ adentrou nas comunidades e como podemos superá-lo a partir do próximo ano.

No imediato pós Vaticano II, realmente, o folheto foi um ‘mal necessário’. Mas não mais, graças a Deus. A liturgia é categórica ao afirmar que ele não é mal necessário. Realmente ele é desnecessário nas celebrações litúrgicas, quando temos celebrações bem preparadas. O folheto litúrgico foi introduzido nas celebrações logo após o Concílio Vaticano II, após a grande reforma litúrgica, para orientar o povo celebrar melhor até que as mudanças fossem assimiladas e não era intenção que esse perdurasse para sempre como uma muleta. A nossa comunidade, após uma reflexão, amadurecimento e aperfeiçoamento litúrgico, que já vem conseguindo, poderá livrar-se dessa muleta, a qual não queremos que nenhum outro instrumento possa lhe ser similar. Digo, como por exemplo, a liturgia diária. Reflitamos a seguir o porquê.

É bom começarmos lembrando que o que está contido nos livros litúrgicos é para ser proclamado, lido, anunciado, comunicado em voz alta. Ou seja, a comunicação escrita se faz oral. Nada é para ser lido intimamente ou em voz silenciosa. Tudo é para fora, para os outros, tudo é com os outros, em nome dos outros. A comunicação vem escrita, passa pela voz, pelo uso correto do microfone, mesmo que seja uma comunicação ‘apoiada’ no folheto escrito ou no mural.

Donde vem a mais elementar das conclusões: ler em silêncio enquanto outro proclama um texto, seguir em silêncio uma leitura que está sendo proclamada em voz alta para toda a assembleia, não é o gesto realmente litúrgico de quem celebra uma festa. Ouvir, acolher pelo silêncio de escutar, estar atento ao que o outro anuncia, lê e proclama, esta é a mais autêntica atitude litúrgica de uma assembleia diante de um texto. Quantas comunidades sabem muito mais seguir uma leitura do que ouvir a palavra? Além de ser “deseducado” acompanhar a proclamação de um texto que é lido exatamente para a gente ouvir. Implicitamente nossa atitude já diz: já que ele não sabe ler, vou ler individualmente, para mim mesmo!

Uma comunidade que sabe se encontrar, que sabe ouvir, que sabe fazer silêncio, que curte a Palavra em sua vida, que participa assiduamente da celebração, dispensa facilmente um folheto ou qualquer outro periódico. Qualquer escravidão, dependência, ou opressão, dificulta a arte de festejar e impede a espontaneidade de celebrar. Talvez hoje, por variadas razões, se viva em nossas comunidades a opressão dos folhetos ou se troca por outros periódicos. Não se sabe celebrar com as mãos livres, ou melhor, não sabe o que fazer com as mãos ao celebrar.

Caros irmãos e irmãs, a celebração litúrgica acontece no encontro festivo dos que creem no Senhor Jesus e afirmam sua memória na alegria do encontro de irmãos. Portanto, este encontro se dá na acolhida de sua Palavra, na participação de sua mesa e graça e se fortalece para dar testemunho dela na, pela e com a vida cotidiana.

Toda liturgia deveria ser uma festa. Festa que vai desde a mais complexa – enriquecida com todos os elementos de quem tem direito – até a mais simples e despojada, ou seja, da refeição na família. Almoço de Domingo e dia de festa não é refeição do dia-a-dia. E, ambos, devem ser festa de encontro. Assim também a celebração eucarística dominical não é a celebração de um dia de semana comum. Mas é sempre festa.

Por isso mesmo, ela não comporta a leitura individualista e silenciosa. Ela é partilha da Palavra pela escuta atenta, piedosa e acolhedora, que lhe vem na voz e na interpretação daquele que lê, proclama, convoca, aclama. Ouvir é tão ou até mais participativo do que falar, pois significa mais unidade e comunhão de coração, de atenção, de carinho. Tanto assim que o serviço de leitor na liturgia é um verdadeiro ministério a serviço da comunidade e da Palavra.

Quantos são os que se põem a ler durante o ministério da leitura proclamada para todos? Quantos deixam de lado o folheto para ouvir a Palavra comunicada de viva voz? Tem-se, às vezes, a impressão de estar num restaurante onde cada um faz sua própria refeição e nem está aí para com os outros.

Enfim, há que distinguir para bem discernir: o grau de evangelização da comunidade, o nível de sua participação litúrgica, o conhecimento e iniciação da Palavra, a catequese litúrgica da paróquia, o sistema de som, a capacidade de comunicação dos presbíteros e ministros da Palavra, o espaço físico da festa. Este complexo de exigências pode levar ao ideal de dispensar o folheto, como já o fizemos e também que o periódico “Liturgia Diária” não o venha substituí-lo, usando apenas o recurso mais viável para a nossa comunidade: leitores capacitados, som excelente e projetor de multimídia para cantos e outras respostas; pois, a comunidade que sabe se encontrar, que sabe ouvir, que sabe fazer silêncio, que curte a Palavra em sua vida, que participa assiduamente da celebração, dispensa facilmente e com alegria estas muletas. Qualquer escravidão, dependência, ou opressão, dificulta a arte de festejar e impede a espontaneidade de celebrar..

Pois bem, a nossa comunidade tem condições, capacidade e os requisitos necessários para bem celebrar sem a dependência de qualquer um periódico como já o experimentamos. Não me leve a mal. Mas liberte-se também. Use a Liturgia Diária em casa, no dia-a-dia, medite as leituras do dia antes de vir para a celebração. Isso o ajudará a compreender melhor que o Senhor nos revela na sua Palavra. Use-a ainda nas missas semanais para acompanhar as orações eucarísticas ou até cantos, mas nunca para acompanhar as leituras na hora da proclamação.

Na condição de pároco e primeiro catequista e orientador da Comunidade, despeço-me com um abraço fraterno.

Seu irmão menor em Cristo Jesus,

Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM.

PS – Em tempo, seja um membro atuante da nossa pastoral litúrgica.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Consciência Ambiental - Propostas para se diminuir o consumo pessoal

A consciência de que cada um de nós é parte do problema, deve se reverter na convicção de que cada um pode pessoalmente dar o seu contributo para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Esta campanha tem como objetivo conscientizar as pessoas para que contribuam para que a proporção de dióxido de carbono [C02] na atmosfera volte e não ultrapasse mais a casa dos 350ppm.


E são apresentadas algumas maneiras viáveis que nem sequer chegam a exigir grandes sacrifícios para que cada um possa dar o seu con¬tributo nesta empreitada:

1. Faça de conta que as sacolas plásticas não existem: use bolsas e sacolas de algodão para carregar compras.

2. Consuma produtos locais: o transporte de produtos que vêm de longe consome petróleo e aumenta o efeito estufa.

3. Diminua a temperatura de geladeiras, ar condicionados e estufas no inverno e aumente no verão: assim, você vive melhor e polui menos.

4. Use melhor os eletrodomésticos: desligue o computador e a televisão quando não são utilizados. 0 modo stand-by consome energia e, portanto, polui.

5. Pegue sol. Como? Com painéis solares - para aquecer água ou produzir energia elétrica.

6. Troque (se puder] de carro; prefira os movidos a gás ou etanol. E, principalmente, use-os o menos possível.

7. Fique com os pés no chão: os aviões provocam 10% do efeito estufa mundial.

8. Coma frutas e verduras (se orgânicas, melhor): carne de ovinos e carne de bovinos são responsáveis por 18% das emissões mundiais de gás carbónico, além de favorecer o desmatamento devido à sua exploração intensiva.

9. Use fraldas ecocompatíveis: a biodegradação das fraldas tradicionais leva 500 anos.

10. Para conservar os alimentos, use vidro e não alumínio ou plástico: esses poluem e, para a sua produção, o desperdício energético é enorme.

11. Informe-se com inteligência: existem centenas de sítios, revistas e canais de TV que falam sobre meio ambiente e a sustentabilidade.

12. Não use papel: utilize a tecnologia digital para enviar e receber documentos e para se informar. Assim, você salva árvores e não polui com o transporte.

13. Escove os dentes, mas com inteligência: se deixar a torneira aberta, você joga fora 30 litros de água. Abra a torneira só quando for preciso.

14. Use lâmpadas econômicas: consomem cinco vezes menos e duram 10 vezes mais.

15. Coma de forma sadia, prefira o orgânico: é um método de cultivo que respeita o meio ambiente.

16. Coma com consciência: os hambúrgueres são bons, mas, para serem produzidos, requerem uma grande pegada ecológica. Pense nisso.

17. Um banho é bom se dura pouco: em três minutos, você consome 40 litros d'água. Em 10 minutos, mais de 130 litros em média.

18. Pense sempre que todo objeto que você usa ira se tornar lixo: faça com que ele dure o máximo possível.

19. Usar e jogar fora? Não, obrigado. Por exemplo, use pilhas recarregáveis: podem ser recarregadas até 500 vezes.

20. Faça a coleta seletiva: é a contribuição mais inteligente e mais importante que você pode dar ao meio ambiente.


Um passo de cada vez e ao final do mês teremos feito a nossa parte!!!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Inscrições para a 1a etapa da catequese



A Igreja sempre teve um calendário próprio e diferente do calendário civil, chamado de “Calendário Litúrgico”.
Era comum começarmos a catequese juntamente com a data do inicio do ano escolar, porém faremos diferente desta vez.
A catequese terá inicio junto com o calendário litúrgico, que para nós se inicia na primeira semana do advento e termina com a festa de Cristo Rei.
Esta mudança por enquanto só será feita com as crianças que estiverem iniciando a catequese, ou seja, aquelas que estarão fazendo a 1ª Etapa.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas nas comunidades de nossa paróquia ou na Secretaria Paroquial.
Para fazer a inscrição é necessário que traga os seguintes documentos:
- Certidão de Nascimento da Criança;
- Certidão de Batismo (caso tenha sido batizada);
- Comprovante de Endereço;
- A criança deverá ter 07 (sete) anos completos ou completa-los até 31/12/2010.

As inscrições estarão sendo realizadas até o dia 17/10/2010.

Coordenação da Catequese.


Para ficar mais fácil:

*Comunidade Santa Clara – Bairro Cohab IV Missas às 19h aos sábados
*Comunidade Imaculada Conceição – Bairro São Francisco Missas às 19h aos sábados
*Comunidade São José/ Baguaçu - Missas às 19h aos sábados
*Comunidade Santo Antonio – Cisoto Missas às 8h30 aos domingos
*Comunidade São Francisco – Cohab I e II Missas às 8h30 aos domingos e às 19h nas quintas-feiras
*Comunidade N. Sra do Perpetuo Socorro – Jardim Santa Efigenia Missa às 8h30 aos domingos
*Comunidade Santo Antonio – Ribeiro dos Santos Missa às 10h aos domingos
*Comunidade São Benedito - Missa às 19h aos domingos
*Comunidade Santo Expedito – Jardim Luiza Missa às 20h as sextas-feiras

Secretaria Paroquial 3281 2388
Segunda a Sexta-feira: 07h30 Às 11h 13h às 17h
Sábado: das 8h às 12h

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

São Jerônimo, celebrado dia 30 de Setembro



São Jerônimo é contado entre os maiores Doutores da Igreja dos primeiros séculos. De cultura enciclopédica, foi escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor como ninguém, nas Sagradas Escrituras. Jerônimo nasceu na Dalmácia, hoje Croácia, por volta do ano 340.

Tendo herdado dos pais pequena fortuna, aproveitou para realizar sua vocação de amante dos estudos. Para este fim, viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e onde passou a juventude um tanto livre.

Recebeu o batismo do papa Libério, já com 25 anos de idade. Viajando pela Gália, entrou em contato com o monacato ocidental e retirou-se com alguns amigos para Aquiléia, formando uma pequena comunidade religiosa, cuja principal atividade era o estudo da Bíblia e das obras de Teologia.

Jerônimo tinha um caráter indômito e gostava de opções radicais; desejou, portanto, conhecer e praticar o rigor da vida monacal que se vivia no Oriente, pátria do monaquismo. Esteve vários anos no deserto da Síria, entregando-se a jejuns e penitências tão rigorosas, que o levaram aos limites da morte.

Abandonando o meio monacal, dirigiu-se a Constantinopla, atraído pela fama oratória de São Gregório de Nazianzo, que lhe abriu o espírito ao amor pela exegese da Sagrada Escritura. Estando em Antioquia da Síria, prestou serviços relevantes ao bispo Paulino, que o quis ordenar sacerdote. No entanto, Jerônimo não sentia vocação à atividade pastoral e quase nunca exerceu o ministério sacerdotal. Tendo que optar entre sua vocação inata de escritor e o chamamento à ascese monacal, encontrou uma conciliação entre estes extremos que marcaria o caminho de sua vida: seria um monge mas um monge para quem o retiro era ocasião para uma dedicação total ao estudo, à reflexão, à férrea disciplina necessária à produção de sua obra, que queria dedicar toda à difusão do cristianismo.
Dentro desta vocação e severa disciplina, estudou o hebraico com um esforço sobre humano e aperfeiçoou seus conhecimentos do grepo para poder compreender melhor as Escrituras nas línguas originais.

Chamado a Roma pelo Papa Damaso, que o escolheu como secretário particular, recebeu do mesmo a incumbência de verter a Bíblia para o latim, graças ao conhecimento que tinha desta língua, do grego e do hebraico. O papa, de fato, desejava uma tradução da Bíblia mais fiel em tudo aos textos originais, traduzida e apresentada em latim mais correto, que pudesse servir de texto único e uniforme na liturgia. Pois até aquele tempo existiam traduções populares muito imperfeitas e diversificadas, que criavam confusão.

O trabalho de São Jerônimo começado em Roma durou praticamente toda sua vida. O conjunto de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata"e foi o texto usado largamente nos séculos posteriores, tornando-se oficial com o Concílio de Trento e só cedeu o lugar ultimamente às novas traduções, pelo surto de estudos lingüístico-exegéticos dos nossos dias. Na tradução, Jerônimo revela agudo senso crítico, amor incontido à Palavra de Deus e riqueza de informações sobre os tempos e lugares relativos à Bíblia.

Em Roma, criou-se em torno de Jerônimo amplo círculo de amizades, sobretudo de maratonas da alta sociedade que o ajudavam com seus recursos para custear seus trabalhos e que lhe orientava nos ásperos caminhos da santidade de cunho monástico.

Desgostado por certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde, vivendo como monge rigidamente penitente, continuou até a morte, seus estudos e trabalhos bíblicos. Faleceu em 420, aos 30 de setembro, já quase octogenário.

São Jerônimo foi uma personalidade vigorosa, de inteligência extraordinária, de temperamento indomável. Teve uma correspondência literária muito vasta, de grande interesse histórico; ele se sentia presente e engajado como escritor em todos os problemas doutrinários do seu tempo.
Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e o "Dia da Bíblia" foi colocado exatamente no último domingo de setembro, coincidindo com a data de sua morte. Ele deixou escrito: "Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus; portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo.

(fonte: http://www.franciscanos.org.br/carisma/artigos/saojeronimo.php )

Uma biografia detalhada de são Jerônimo, pode ser encontrada em:


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nos aproximando do tempo das primeiras comunhões, aqui vai uma reflexão sobre a confissão:

Eu me confesso assim...



Eu me esclareço

Confissão é o meio certo de eu receber o perdão de meus pecados. Foi Jesus quem deu aos padres o poder de perdoar os nossos pecados. Jesus falou: “a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados serão perdoados”.(Jo 20,19-23)
Só através da confissão bem feita é que nos são perdoados os pecados (quando confessamos).



Para a confissão ser bem feita, eu preciso:
1. do EXAME para eu achar os meus pecados
2. do ARREPENDIMENTO para eu ter mágoa de Ter desobedecido a Deus
3. do PROPÓSITO e da vontade séria de não querer pecar mais
4. da CONFISSÃO para eu contar meus pecados ao padre
5. da SATISFAÇÃO para eu rezar aquilo que o padre mandar.

O PECADO ESQUECIDO na confissão fica perdoado se eu fiz bem o exame de consciência.
O PECADO ESCONDIDO na confissão não fica perdoado e eu não posso comungar e tenho de fazer outra confissão.
Está errado por comida limpa em prato sujo. Está errado receber a Jesus num coração sujo de pecado grande. Primeiro a gente lava o prato e depois põe a comida.
Primeiro eu tenho de lavar minha alma com uma confissão bem feita e depois ir receber a Jesus na Hóstia. (1Cor 11,23-29)

RECONHECER-SE PECADOR
Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a culpa. (1Jo 1,8-9)
O pecado é aquele egoísmo que vai tomando conta de nós e faz com que negligenciemos os nossos deveres para com Deus para com os outros (pecado social), e até para conosco mesmos.

Na confissão: confesse seus pecados humildemente e com confiança em Deus. Não é preciso dizer suas virtudes, não é delas que você pede perdão. Não tente arranjar desculpas para seus pecados. Apenas peça perdão! Seja sincero consigo mesmo, com Deus e com o sacerdote com quem se confessa!

EXAME DE CONSCIÊNCIA
1. Deixei de rezar de manhã, de tarde, de noite.
2. Faltei à Santa Missa aos domingos (ou sábados)
3. Na Santa Missa fiquei desatento.
4. Fui à Missa só para agradar a meus pais, à(o) Namorada(o)
5. Por minha culpa, cheguei tarde à Missa.
6. Por minha culpa, rezei mal, conversei durante a Missa.
7. Deixei de estudar a Religião.
8. Tive vergonha de praticar minha Religião.
9. Duvidei de alguma verdade de minha Religião.
10. Perdi a fé em Deus.
11. Fui ao Espiritismo, fui à macumba, fui a benzedeira.
12. Acreditei em horóscopo, advinhos e quiromantes.
13. Falei o nome de Deus sem respeito.
14. Jurei por Deus, jurei falso.
15. Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus.
16. Fiz promessa e não cumpri.
17. Não participei da Páscoa (com confissão e comunhão)
18. Sem necessidade, trabalhei no Domingo.
19. Desobedeci, fui malcriado, xinguei meus familiares.
20. Com meu mau comportamento, entristeci meus familiares.
21. Pensei mal dos outros, falei mal dos outros.
22. Falei mentiras, fiz fofocas, fiz intrigas.
23. Caluniei os outros em coisa grave.
24. Roguei praga nos outros.
25. Briguei sério com os outros.
26. Guardei raiva, pensei em vingança.
27. Xinguei os outros com palavras pesadas.
28. Bati gravemente nos outros.
29. Desejei um grande mal aos outros.
30. Fui culpado do pecado de outros.
31. Convidei os outros a pecar.
32. Maltratei os animais.
33. Por querer, olhei e pensei coisas indecentes.
34. Conversei e li coisas indecentes.
35. Não afastei o desejo de fazer coisas indecentes.
36. Fiz atos indecentes no meu corpo.
37. Fiz atos indecentes com pessoas solteiras, casadas.
38. Tirei a honra de alguém.
39. Provoquei outros a fazerem coisas indecentes comigo.
40. Usei roupas indecentes.
41. Assisti a filmes e novelas indecentes.
42. Tomei parte em divertimentos perigosos para a minha moral.
43. Namorei sem sérias e honestas intenções para com a outra pessoa.
44. Namorei pessoas casadas ou divorciadas.
45. Fiz aborto.
46. Aconselhei e ajudei alguém a abortar.
47. Roubei e ainda não restituí.
48. Comprei coisa roubada e ainda não entreguei ao dono.
49. Dei prejuizo grande aos outros e ainda não paguei.
50. Comprei e não paguei, pedi emprestado e não devolvi.
51. Gastei dinheiro atoa, fui ganancioso.
52. Fui guloso, bebi demais, e fiquei embriagado.
53. Fiz uso de maconha, cocaína, crack ou outro intorpecente.
54. Por querer, abandonei os estudos ou o emprego.
55. Vivo vadiando, sem fazer nada.
56. Fiz confissão mal feita e não reparei.
57. Por querer comunguei inconsciente ou em pecado grave.
58. Pequei dizendo antes de pecar: depois me vou confessar”.
59. Não usei de misericórdia, nem quero saber de perdoar.
60. Sou racista, descrimino as pessoas.
61. Maltrato ou evito o contato com as pessoas mais pobres e humildes.
62. Ostento ser o que não sou.
63. Vivo nutrindo me de falsos valores e não dos que me enriquecem o caráter e me conduzem a eternidade.
64. Não busco o crescimento pessoal, sou preguiçoso(a), me acostumei com o vazio de sentido em minha vida.
65. Não amo: meus filhos, meu esposo, minha esposa, meu irmão, minha irmã, meus pais.
66. Sou violento(a) em casa, desisti da família.
67. Desisti de viver.
68. Não sou justo, nem solidário...

EU ME CONFESSO
Depois do EXAME, eu rezo assim: Meu Deus venho pedir perdão de meus pecados. Imploro vossa Misericórdia e vossa Graça para fazer uma boa confissão. Enviai-me o Espírito Santo para conhecer quanto pequei, as suas causas e os meios de os evitar. Amém.
Depois vou ao padre.
O padre vai perdoar-me em nome de Allah.

EU REZO O ATO DE CONTRIÇÃO
Meu Jesus, crucificado por minha culpa, estou muito arrependido de Ter pecado, pois ofendi a Vós, que sois tão bom, e mereci ser castigado neste mundo e no outro. Mas perdoai-me Senhor, não quero mais pecar.

VOU MUDAR DE VIDA
Vou rezar todos os dias (Mt 6,6-13)
Vou reler os mandamentos (Lc 18,18-23)
Vou seguir Jesus (Jo 14,15-17)
Vou ler um bom livro (2Tim 3,16)
Vou me confessar muitas vezes por ano.

JESUS ME ACONSELHA
Filho, você pecou?... Não volte ao pecado (Jo 8,11)
Não faça o mal, e ele não cairá sobre você.
Honre seu pai... para descer sobre você a minha benção.
Não despreze os conselhos de sua mãe.
FUJA DO PECADO, como se foge de uma cobra (Mt 26,41)

Consulte também o sitio:
http://nova-evangelizacao.blogspot.com/2010/08/confissao-sacramental-fonte-maravilhosa.html

domingo, 29 de agosto de 2010

Vocação: Catequista!

CATEQUISTA...
Que a bênção
da luz de Deus esteja contigo, a luz sobre o exterior e a luz no seu interior.

Que a santa luz de Deus brilhe sobre ti, e aqueça o teu coração, até que resplandeças como uma grande chama que possa também aquecer aqueles que convivem contigo.

Que a luz brilhe dentro de ti e em teus olhos, como a candeia pousada na janela da casa, oferecendo ao peregrino um refúgio na tormenta.

Que a bênção da chuva dos dons do Espírito, a chuva suave e boa, esteja contigo.

Que ela caia sobre a tua alma para que possam brotar pequenas flores, que semeiam encanto e perfume na brisa do vento.

Que a bênção da terra, da terra imensa, da missão aceita, esteja contigo. Que tenhas sempre uma saudação amiga, para os que passam junto a ti, ao longo dos caminhos.

CATEQUISTA... O Senhor te chamou para ser Catequista na Igreja deste imenso Brasil...

Confiou a ti a missão de anunciar a Palavra e denunciar o pecado e as injustiças.

De testemunhar com sua própria vida os valores do Evangelho.

Que você seja sempre instrumento de Cristo, para que o Reino de Deus se torne presença, Reino de Amor e Paz, de Fraternidade e Justiça, Reino, onde Deus será tudo em todos.

Que tua vida revele o Deus Uno e Trino, e continues carinhosamente servindo os irmãos.

Tudo o que alcança a nossa vista, é propriedade do PAI ETERNO, por isso suplicamos: GRAÇAS e BÊNÇÃOS a você CATEQUISTA, a ti querido Irmão, querida Irmã e a teus familiares.

Assim seja! AMÉM!

Feliz dia do Catequista!
Parabéns e um grande abraço
28 e 29 de Agosto - Dia da vocação de ser catequista.

sábado, 28 de agosto de 2010

Você sabia? Comunhão na mão



COMUNHÃO NA MÃO
...um texto escripo por São Cirilo de Jerusalém, datado do ano 400, faz mensão à comunhão distribuida nas mãos e o como quem a recebe deve se comportar:

“Quando te aproximares, não avances com as palmas das mãos estendidas, nem com os dedos separados, mas faze de tua mão esquerda um trono para tua mão direita, porque esta deve receber o Rei, e no centro de tua mão recebe o corpo de Cristo, dizendo Amém.
Cuidadosamente santifica teus olhos pelo contato do santo corpo, depois toma-o e cuida que nada se perca. Se alguma coisa vieres a perder é como se estivesses perdendo um de teus membros.
Dize-me: se te estendessem palhetas de ouro não as reterias com o maior cuidado, de sorte que nada viesse a se perder ou sofresse algum dano?
Com muito maior cuidado não haverás de velar por um objeto mais precioso do que o ouro e as pedras preciosas, a fim de que não se perca uma só migalha?
Depois de teres comungado o corpo do Senhor aproxima-te de seu sangue...
(Catequese mistagógica V,20)

Fonte: Martimort AG, A Igreja em Oração, introdução à Liturgia, Vozes 89, página 117.

Crisma e a escolha dos padrinhos

O que é o sacramento da Confirmação ou Crisma:


Não é um sacramento para se receber automaticamente.

É uma opção de vida.
Não precisa ser crismado para casar ou pra qualquer outra coisa.
O Crisma é escolha de ser Igreja, assumir o que Jesus ensinou.

Testemunhar a fé.

É participar da vida da comunidade.

É querer mais e sempre mais aprender sobre a doutrina cristã.

É ser um verdadeiro cristão.
É o Sacramento pelo qual confirmamos a fé que recebemos no Batismo.

Pelo Crisma nós nos tornamos apóstolos de Cristo, assim como os discípulos no dia de Pentecostes.
Pelo Crisma, queremos ajudar Jesus a difundir, através de nossa vida e de nossas palavras, o seu Reino de Amor e Justiça.

Para isto, o Sacramento do Crisma deve ser dado a pessoas conscientes a fim de que possam compreender o que estão assumindo no momento em que confirmam a fé.

Justamente por isso que a Crisma vem chamada de “o sacramento da maturidade cristã”, onde, livre e espontaneamente decidimos assumir e testemunhar nossa fé, corajosamente, entusiasticamente, otimista e realistamente.
É ter consciência de que nós somos a Igreja e ela tem “a cara” que escolhermos, isto é, se formos “católicos de meia tigela” será uma “Igreja de meia tigela”, se formos testemunhas ela será uma Igreja vibrante, assumida, transformadora, participativa, que faz acontecer o mundo que Deus quer.

Para escolher o padrinho ou a madrinha de Crisma
A Crisma é a celebração onde o cristão (a cristã) recebe o Sacramento da Confirmação através da invocação do Espírito Santo, da imposição das mãos e da unção com o óleo do Crisma feitas pelo Bispo (o que mostra a importância e a solenidade do acontecimento).
A Crisma é oferecida como Dom especial de Deus àqueles e àquelas que desejam firmemente viver sua vocação cristã, por isso vem também chamado de “O sacramento da maturidade cristã”.





Na Crisma se atesta que a fé recebida no Batismo cresceu e atingiu a estatura de testemunho.
No Batismo o pai, a mãe, o padrinho e a madrinha recebiam a missão educar, sustentar e amadurecer a fé da criança batizada.

Na Crisma o padrinho ou a madrinha, serve como testemunha e garante de que aquele ou aquela que vai receber a Crisma é idôneo para ser achado MEMBRO VERDADEIRO DA IGREJA E, PLENAMENTE, UM CRISTÃO FIEL.

Por isso, o padrinho ou madrinha de Crisma deve:
1. Ser batizado e Católico participante (praticante)
2. Ter feito a primeira comunhão e recebido a Crisma
3. Amar a Igreja e demonstrar nela o amor a Cristo e aos irmãos
4. Não ter impedimento grave (divorciado, separado, pública desonestidade, ateu declarado, anticlerical...)
5. Deve ser alguém que cumpra o preceito de participar das missas todos os Domingos (ou sábado à noite) e dias Santos.

Não escolha o padrinho ou madrinha apenas por amizade e familiaridade.


Quem você escolher tem que ser aprovado pelo pároco, por isso não prometa a ninguém aquilo que não depende só de você.

Carta a Diogneto

Em 1436, num lance de pura sorte, descobriu-se em Constantinopla (Turquia), um manuscrito, em grego, uma espécie de coletânea dos escritos mais importantes dos primeiros cristãos.

Um deles, uma carta de autor anônimo do final do segundo século, responde a algumas questões sobre a religião dos cristãos, a um personagem real que viveu no ano de 197 e era administrador romano: Cláudio Diogneto.

Diogneto ouvira dizer que eles seriam um “povo novo”, portador de uma “nova civilização”, e pedia informações sobre isto.
O autor da carta não faz outra coisa que confirmar essa função do cristianismo.
Vamos à leitura dessa carta.



“Os cristãos - diz uma passagem da obra - não se distinguem dos outros homens pelo lugar de origem, pela língua que falam, ou pelo modo de vestir. Não moram em cidades próprias, não se comunicam com uma linguagem incompreensível para os outros homens. Numa palavra, quem os vê não percebe neles nada de especial. A doutrina que praticam não nasceu da imaginação ou da fantasia de algum cérebro privilegiado, nem se julgam - como muitos fazem - representantes imbatíveis de alguma doutrina humana. Podem ser encontrados entre os gregos e entre os bárbaros. Vivem segundo os costumes do lugar...

Entretanto, é possível notar que as suas comunidades são regidas por leis extraordinárias, que poderiam até parecer paradoxais, mas habitam nela com se fossem estrangeiros, com residência provisória. Cumprem rigorosamente os próprios deveres de cidadãos e, se têm algum ofício, executam com responsabilidade, porém como se isso não lhes importasse pessoalmente. Em qualquer país estrangeiro sentem-se como se estivessem em casa, mas também é verdade que para eles qualquer pátria é uma terra estrangeira. Eles se casam, como todos os outros, e têm filhos, mas nunca abandonam os recém-nascidos.

Compartilham a mesma mesa, porém não o mesmo leito. Para abreviar, eles também são feitos de carne, mas não vivem segundo a carne.
Passam a vida sobre a terra, mas são cidadãos do céu. Obedecem às leis vigentes, mas a conduta deles, quanto à perfeição, supera as leis. Amam a todos e por todos são perseguidos, desprezados, condenados; para eles, morrer é nascer para a vida. São pobres, mas enriquecem os outros. Falta-lhes tudo, mas é como se vivessem na abundância.
Alguém os despreza? É como se os elogiasse. Quando caluniados, sentem-se compreendidos. Se os insultam, eles bendizem, se os ultrajam, eles agradecem. São pessoas que só fazem o bem, mas são punidas como criminosas. Quando lhes batem, eles exultam de alegria, como se recebessem uma vida nova.

Os judeus fazem guerra contra eles e os gregos não ficam atrás em persegui-los, porque ninguém os considera como membros da mesma “raça”. Entretanto, todos os que os odeiam não saberiam dizer o motivo do próprio ódio.
Numa palavra: diante do mundo os cristãos exercem a mesma função que a alma no corpo humano: como a alma está presente em todos os membros do corpo, assim também os cristãos estão em todas as cidades da terra. A alma, que não se vê, está como que presa num corpo visível. Assim também são os cristãos: estão presentes no mundo, sem dúvida, mas é invisível o culto que prestam a Deus."

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Músicas para as crianças - do Tio Silvio

Uma dica pra quem trabalha com crianças, catequese, escola...

visite no youtube as canções do tio Silvio (Silvio Cesar Valenciano) se quiser conversar com o próprio é só escrever para SilvioValenciano@ig.com.br, super gente fina e tem muito material além do que está no yt!

veja alguns exemplos de músicas compostas e interpretadas por ele:

No fundo do quintal: http://www.youtube.com/watch?v=uzTtfDjqC5M&feature=related

O sapo e a rã: http://www.youtube.com/watch?v=2iS5nq0e4N4&feature=related

dia dos pais: http://www.youtube.com/watch?v=2iS5nq0e4N4&feature=related

dia das mães: http://www.youtube.com/watch?v=2iS5nq0e4N4&feature=related

Veja também a música "o saci" no:
http://www.overmundo.com.br/banco/mucuna

sábado, 7 de agosto de 2010

Simbolos cristãos

A dimensão simbólica da fé

Depois da morte e ressurreição de Cristo, o Cristianismo espalhou-se pelo Império Romano e Oriente Médio. Através dos apóstolos e das testemunhas que tinham conhecido Cristo vinham descrições de sua aparência.
Iniciou-se então a criação e difusão de imagens de Cristo, dos seus discípulos e dos mártires da fé cristã.
Aos poucos, por meio da pintura, mosaicos e escultura foram representados os conteúdos da fé para que o crente analfabeto pudesse aprender, uma vez que os livros eram raros e a leitura reservada a uns poucos.
Na igreja a arte tinha finalidade didática.
Era assim uma arte que obedecia prescrições estabelecidas para preservar a fidelidade aos conteúdos da fé e o repeito ao sagrado. Até que, com o imperador Constantino, cessassem as perseguições aos cristãos a representação da fé se dava de maneira prevalentemente simbólica e principalmente nas catacumbas.
Catacumbas eram os locais que serviam de cemitério subterrâneo aos primeiros cristãos, para quem a fé se baseava na esperança da vida eterna após a morte. Foi em Roma que se revelaram as primeiras pinturas murais em catacumbas. É nesta constante aspiração ao Paraíso que o ritual funerário do enterro, e a consequente manutenção da sepultura, vai ser o elemento chave das primeiras representações da arte cristã. A palavra "cemitério" (do latim tardio coemeterium, derivado do grego κοιμητήριον [kimitírion], a partir do verbo κοιμάω [kimáo] "pôr a jazer" ou "fazer deitar") foi dada pelos primeiros cristãos aos terrenos destinados à sepultura de seus mortos. Os cemitérios ficavam geralmente longe das igrejas, fora dos muros da cidade.
Os símbolos e afrescos são como um sumário da fé cristã. Na sua evolução histórica, os símbolos cristãos foram sendo enriquecidos pela cultura dos povos e pela arte.









O termo símbolo, com origem no grego σύμβολον (sýmbolon), fala da união de algo representativo (realidade visível) que está em lugar de outro algo (realidade invisível) que tanto pode ser um objecto como um conceito ou idéia, determinada quantidade ou qualidade.

Um exemplo é o da Bandeira Nacional que é um símbolo da Pátria. Isto quer dizer que quando você vê ou toca a bandeira, logo seu pensamento voa até o país que ela representa, por exemplo, o Brasil. Então, através da Bandeira do Brasil você passa a considerar tudo o que pertence ao Brasil: sua extensão, as matas, os rios, as riquezas, o povo, enfim tudo o que faz parte do Brasil. E se alguém ofender a Bandeira mexe com o sentimento patriótico.


Então o símbolo (objeto) nos transporta para outra realidade que está além do símbolo e tem relação com símbolo. Vamos dar um exemplo, tirado do nosso mundo cristão: o crucifixo. Todo cristão reconhece no crucificado a pessoa de Jesus Cristo, que redimiu do pecado e nos salvou. Portanto, aquele objeto de metal, madeira, ou de outro material, simboliza nosso Redentor, Jesus Cristo. Por isso tratamos com respeito o crucifixo, ele é para nós um objeto sagrado.

Gestos simbólicos são ações que têm a mesma função do símbolo, isto é, nos transportam para outra dimensão, outra realidade, que, porém tem relação com o gesto simbólico. Por exemplo, no início e no fim, da missa o padre traça sobre si o sinal-da-cruz, enquanto diz as palavras “Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo“. É um gesto simbólico, que nos remete à Santíssima Trindade a que invocamos nesses momentos.





Eis alguns sinais ou símbolos cristãos:
(Alfa e Omega) São a primeira e a últimas letra do alfabeto grego. São aplicadas a Cristo, principio e fim de todas as coisas. Em geral aparecem no círio pascal, mas também nos paramentos litúrgicos, no ambão e no tabernáculo.

(Monograma de Cristo): formado por duas letras do alfabeto grego, o X (qui) e o P (rô), entrelaçados. São as duas primeiras letras da palavra grega “Christòs”, isto é, Cristo. O monograma, colocado numa sepultura, indicava que o defunto era cristão;. Ajustando as duas, formavam-se as inicias da palavra Cristos: Cristo. Com freqüência este sinal aparece nos paramentos dos padres, no ambão, na porta do sacrário e na hóstia.

(IHS): São inicias das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que significa: Jesus Salvador dos Homens.Geralmente são empregadas nas portas dos tabernáculos e nas hóstias.









(O Bom Pastor com a ovelha nos ombros): representa Cristo Salvador e a alma salva por Ele. Esse símbolo está freqüentemente presente nos afrescos, nos afrescos das catacumbas, nas sepulturas e estátuas;


(O orante): essa figura representada com os braços abertos simboliza a alma que já vive na paz divina;




(Agnus Dei): o cordeiro com a cruz: o sacrifício de Cristo. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de João, onde João Baptista diz de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo" (João, 1,29).









(O Peixe): Peixe na língua grega diz-se IXOYC (ictìus). As letras dessa palavra dispostas verticalmente formam um acróstico (as iniciais da frase): Iesùs Christòs Theòu Uiòs Soteèr = Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. Acróstico é uma palavra grega que significa a primeira letra de cada linha ou parágrafo.


(A Cruz âncora): a âncora é o símbolo da salvação, símbolo da alma que felizmente chegou ao porto da eternidade;




(O Pelicano): a principal característica do pelicano é uma bolsa membranosa que prende o bico, duas ou três vezes maior que seu estômago, que tem a finalidade de armazenar alimento por um determinado tempo. Quando nutre os filhotes dobra o pescoço e aproxima o bico do peito, dando a impressão de tirar o alimento do próprio peito. Na Europa medieval eram considerados animais especiais e zelosos que alimentavam os filhotes com o alimento que extraíam da sua própria bolsa e chegando a faltar alimento, dava-lhes o seu próprio sangue. Daí tornar-se um símbolo da Paixão de Cristo, da Eucaristia e da auto-imolação, costumando a sofrerem de uma doença que os deixavam com marca vermelha no peito.




(O Pavão) segundo a lenda, sua carne não deterioria: simboliza a ressurreição da carne.





(A pomba com o ramo de oliveira no bico): simboliza a alma na paz divina;






(A fênix) pássaro mítico da Arábia, que segundo a crença dos antigos ressurge de suas cinzas depois de um determinado número de séculos, é um símbolo da ressurreição.







(A cruz) como ícone do sacrifício de
Cristo, do amor infinito de Deus por nós, e da redenção dos cristãos, tem ao longo do tempo, recebido novas formas de representação.















(As letras INRI) são as inicias das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudocorum, que significaram: Jesus Rei dos Judeus.O Evangelho de João nos informa que estas palavras estavam escritas em três línguas (hebraico, latim, grego) sobre a cruz de Jesus (cf, João. 19,19).

(O Triângulo): com três ângulos iguais (eqüilátero), ou três círculos que se interpenetram, representa a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

(A pomba), representa o Espírito Santo.
Os símbolos falam por si e têm grande poder de comunicação.



Podemos escolher símbolos para as celebrações, mas não devemos explicá-los, porque, à medida que os explicamos, empobrecemos o seu significado e encurtamo o seu alcance. Cada pessoa será atingida pelo símbolo conforme sua compreensão, sua historia de vida, sua situação no momento atual.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Concilio Vaticano II e a Conferencia de Medellin: a retomada da originalidade evangélica

O Concílio Ecumênico Vaticano II, foi um momento iluminado da história da Igreja Contemporânea.
Bispos e teólogos vindos de todas as partes da terra, estiveram reunidos para repensar a presença da Igreja no mundo, resultou numa grande transformação católica, deixando valores que incomodam, até hoje, os católicos tradicionalistas e saudosistas de um tempo de cristandade incapaz de evangelizar e dialogar com o mundo atual e seus desafios.

Lembrando: para a surpresa de todos, no dia 25 de janeiro de 1959, o papa João XXIII convocou um concílio.
O anterior havia sido realizado em 1870. O concílio Vaticano I, trouxe impressa a marca de Pio IX, o papa do Syllabus [serie de condenações] e do dogma da infalibilidade pontifícia. Esse tempo deixou a amarga lembrança de um catolicismo distante e na defensiva, de uma igreja desdenhosa do mundo.
O anúncio de um novo concílio, qualificado de ecumênico e dedicado à conciliação da Igreja com “todos os homens de boa vontade”, suscitou uma grande esperança.

O concílio Vaticano II teve início no outono de 1962, encerrando-se em dezembro de 1965, já com o papa Paulo VI, que sucedeu João XXIII, consumido por um câncer no estômago, em junho de 1963. O “bom papa João” teve somente tempo de dar o tom da partitura que se executava em Roma. Cerca de 2.500 bispos presentes, vindos dos quatro cantos do mundo, votaram em Roma toda uma bateria de decisões que renovavam profundamente o perfil da Igreja e a prática dos fiéis. Eles proclamaram o direito da pessoa humana à liberdade religiosa. Em um texto surpreendente, reconheceram os valores contidos em outras religiões e chamaram seus fiéis ao diálogo com elas; de forma especial, com o judaísmo, que tanto sofreu com o anti-semitismo cristão. Os bispos não mais definiam a Igreja como uma estrutura hierárquica, mas como Povo de Deus, pessoas com igual dignidade.
Os bispos, os clérigos e os leigos são convidados a se engajar mais na vida e na missão da Igreja, a ver os “sinais dos tempos” e entrar em diálogo e presença responsável no mundo. A colegialidade e as conferencias dos bispos foram incentivadas, dando uma impressão de certa descentralização na Igreja.

Para entender o que foi esse Concilio busque em:
http://www.missiologia.org.br/cms/UserFiles/cms_artigos_pdf_39.pdf
http://www.universocatolico.com.br/index.php?/Concilio-Vaticano-II/

Um dos frutos bons do Vaticano II foi a conferência de Medellin, que transformaria a forma de ser igreja na America Latina e no mundo.
Foi só com o Vaticano II que se deram as condições de emergência de uma Igreja continental em sua originalidade e em sua diferença em relação ao modelo da igreja européia. Precisamente, Medellín pode ser visto como a recepção criativa do Vaticano II na América Latina. O título do documento dessa Conferência soa: "A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concílio". Como se intui, à diferença dos outros Concílios que influíram no Continente (Trento e Vaticano I), a proposta do Vaticano II funcionou aí como inspiração e não mais como padrão a ser simplesmente copiado:
Durante os três anos de duração do Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965, os padres conciliares latino-americanos mantiveram várias reuniões da Conferência Episcopal Latino Americana, em Roma.
Ali brotou a idéia de propor ao Santo Padre a realização da segunda Conferência Geral. Em 1966 a presidência do CELAM apresentou a Paulo VI a proposta da nova Conferência. O pontífice a acolheu com satisfação e a convocou para se realizar em Medellín, de 26 de agosto a 6 de setembro de 1968. A Conferência foi convocada pelo Papa Paulo VI para aplicar os ensinamentos do Concílio Vaticano II às necessidades da Igreja presente na América Latina. A temática proposta foi “A Igreja na presente transformação da América Latina à luz do Concílio Vaticano II”. A abertura da Conferência foi feita pelo próprio Papa que marcou a primeira visita de um pontífice à América Latina.
Três foram os grandes temas de Medellín: Promoção humana; Evangelização e crescimento na fé; Igreja visível e suas estruturas. Foram produzidos 16 documentos, no horizonte dos três grandes temas citados: I) Justiça, Paz, Família, Demografia, Educação, Juventude. II) Pastoral popular, Pastoral de elites, Catequese, Liturgia. III) Movimentos de Leigos, Sacerdotes, Religiosos, Formação do Clero, Pobreza da Igreja, Pastoral de Conjunto, Meios de Comunicação.
Ganharam grande repercussão os documentos sobre a Justiça, a Paz e a Pobreza da Igreja. Diante da relevância e impacto desses documentos, elementos característicos de Medellín foram as reflexões sobre pobreza e libertação:
“O Episcopado Latino-Americano não pode ficar indiferente ante as tremendas injustiças sociais existentes na América Latina, que mantêm a maioria de nossos povos numa dolorosa pobreza, que em muitos casos chega a ser miséria humana(…) para nossa verdadeira libertação, todos os homens necessitam de profunda conversão para que chegue a nós o “Reino de justiça, de amor e de paz”. A origem de todo desprezo ao homem, de toda injustiça, deve ser procurada no desequilíbrio interior da liberdade humana, que necessita sempre, na história, de um permanente esforço de retificação. A originalidade da mensagem cristã não consiste tanto na afirmação da necessidade de uma mudança de estruturas, quanto na insistência que devemos pôr na conversão do homem. Não teremos um continente novo sem novas e renovadas estruturas, mas sobretudo não haverá continente novo sem homens novos, que à luz do Evangelho saibam ser verdadeiramente livres e responsáveis.”
Sobre a concepção cristã da paz, os bispos apontam três características: a paz, primeiramente, é obra da justiça, pois “supõe e exige a instauração de uma ordem justa na qual todos os homens possam realizar-se como homens, onde sua dignidade seja respeitada, suas legítimas aspirações satisfeitas, seu acesso à verdade reconhecido e sua liberdade pessoal garantida”.
Em segundo lugar, a paz é uma tarefa permanente, pois “a paz não se acha, há que construí-la”, e o “cristão é um artesão da paz”. Em terceiro lugar, a paz é fruto do amor, ou seja, “expressão de uma real fraternidade entre os homens”, fraternidade essa “trazida por Cristo, príncipe da paz, ao reconciliar todos os homens com o Pai”.
Diante do quadro de injustiça e pobreza, os bispos afirmam que a missão pastoral da Igreja “é essencialmente serviço de inspiração e de educação das consciências dos fiéis, para ajudá-los a perceberem as exigências e responsabilidades de sua fé, em sua vida pessoal e social”.
Já na Introdução das Conclusões de Medellín os bispos afirmam que “a Igreja latino-americana, reunida na II Conferência Geral de seu Episcopado, situou no centro de sua atenção o homem deste continente, que vive em um momento decisivo de seu processo histórico”.
“Nessa transformação, por trás da qual se anuncia o desejo de passar do conjunto de condições menos humanas para a totalidade de condições plenamente humanas e de integrar toda a escala de valores temporais na visão global da fé cristã, tomamos consciência da vocação original” da América Latina: “a vocação de unir em uma síntese nova e genial o antigo e o moderno, o espiritual e o temporal, o que outros nos legaram e nossa própria originalidade.”

Para entender a grandeza histórica da Conferência de Medellin:
http://www.sedos.org/spanish/boff.html