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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Santa Isabel da Hungria


Dia 17 de Novembro, dia de
SANTA ISABEL DA HUNGRIA, padroeira da Ordem Terceira

Segundo o Papa Bento 16, na figura de Santa Isabel vemos como a fé e a amizade com Cristo criam o sentido da justiça, da igualdade de todos, dos direitos dos demais e criam o amor, a caridade. E dessa caridade nasce a esperança, a certeza de que somos amados por Cristo e de que o amor de Cristo nos espera e nos torna, assim, capazes de imitá-lo e vê-lo nos demais. Santa Isabel nos convida a redescobrir Cristo, a amá-lo, a ter fé e, assim, encontrar a verdadeira justiça e o amor.

Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer. Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach (Alemanha).
De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de Isabel, que significa repleta de Deus.

Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce espírito de oração e pela profunda compaixão para com os sofredores.
Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís, nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia. Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um matrimônio feliz para seu filho.

Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria companheira para Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do palácio.

Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que aconteceu em 1221.

A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heróico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder... Mas ele, delicadamente, insistiu e... milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma delas.

Sua vida de soberana não era fácil e freqüentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e Gertrudes, de 1227.

Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.
Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter freqüentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Familia Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!

Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno. Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.

De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda revertida para os pobres e sofredores.

Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos.
E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!

De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas servas atestam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre herança, respondeu tranqüila: "Minha herança é Jesus Cristo !" E assim nasceu para o céu! Era 17 de novembro de 1231.

Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira dos Irmãos e Irmãs da Ordem Franciscana Secular.
(FREI CARMELO SURIAN, O.F.M)

O que é a Ordem Franciscana Secular
A Ordem Franciscana comemora o 8º Jubileu de sua fundação em 2009. Ou seja, há 800 anos o Papa Inocêncio III aprovava a Regra de Vida escrita por São Francisco de Assis. Em 1212, nascia a Ordem de Santa Clara (as Clarissas) e foi também nessa época que nasceu a Ordem Franciscana Secular (OFS), reunindo homens e mulheres, casados e solteiros, em meio às suas famílias, que buscavam viver o mesmo ideal que tanto atraiu São Francisco. Esta “Ordem Terceira” foi aprovada pelo Papa Honório III em 1221.

Luquésio e Buonadona são considerados os primeiros franciscanos seculares que, segundo a tradição, foi o primeiro casal que Francisco aceitou na OFS daquele tempo. Mas eles não são considerados os patronos da Ordem e, sim, um rei e uma rainha, que se fizeram pobres por amor a Cristo: São Luís IX, rei da França, e Santa Isabel da Hungria.

Segundo definição do Papa João Paulo 2º, a Ordem Franciscana Secular é a mais antiga forma de organização de leigos que, guiados pela Igreja, unidos em fraternidade e inspirando-se no ideal de São Francisco de Assis, se empenham em testemunhar com a vida o evangelho de Jesus Cristo e se dedicam ao apostolado no estado laical.

Ou seja, para ingressar na Ordem é necessário ter vocação, isto é, um chamado de Deus. Feito o discernimento vocacional, o candidato deve iniciar um período de formação em uma das fraternidades da Ordem. Esta formação compreende os seguintes elementos básicos harmoniosamente integrados: formação humana – baseada nos princípios das ciências modernas, bem como nas grandes linhas do Magistério da Igreja; formação cristã – fundamentada na Bíblia, na Doutrina e no Magistério da Igreja; formação franciscana – atualizada com base na Regra, refontizada nos valores autênticos desde as primeiras origens e tradições; e formação apostólico-secular – a partir da Regra, das Constituições Gerais, dos Documentos Eclesiais e franciscanos.
fonte: http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/especiais/2010/stisabel/

A OFS em nossa Paróquia
Nossa Paróquia possui uma fraternidade da OFS sob o patrocínio de Santa Isabel da Hungria. Seus encontros são realizados todos os terceiros domingos do mês, às 15h, na capela Santo Antonio do Jardim Cisoto. Você pode visitar e conhecer e tornar-se um irmão ou uma irmã da Ordem Franciscana Secular.

sábado, 23 de outubro de 2010

O novo governo da Custodia

No dia 21 de Outubro de 2010, foi eleito o novo governo da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (da sua esquerda para a direira): Frei Joaquim (conselheiro), Frei Carlos (conselheiro), Frei Flaerdi (ministro custódial), Frei Agostino (provincial da Itália), Frei Steeven (conselheiro) e Frei Gilmar (conselheiro).

A Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus é constituída por frades franciscanos da Ordem dos Frades Menores - OFM fundada por São Francisco de Assis em 1209.

A Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus teve sua origem fundada no carisma missionário franciscano.
Em 1946, Frei Tarcísio Santoro, um frade da antiga Província de São Pedro Apóstolo de Nápoles, participava de uma reunião episcopal ocorrida na Argentina, e lá sugeriu ao Bispo D. Antônio Augusto de Assis, que escrevesse ao Ministro Provincial de Nápoles, Frei Jácomo Iovine, pedindo frades para a missão na Diocese de Jaboticabal.
No dia 02 de abril de 1947, partiam do Porto de Nápoles, dez frades missionários: Frei Ângelo Ruggero, Frei Benedetto Faticano, Frei Berardo Paolino (hoje com 97 anos), Frei Eugênio de Rosa, Frei Federico Curatolo, Frei Gennaro Pinto, Frei Justino di Giorgio, Frei Leonardo Ferrara, Frei Marcelo Manilia e Frei Roque Biscioni. Eram 5 sacerdotes e 5 não ordenados. Frei Roque Biscioni era o "superior" da fundação.
Os dez chegaram em Guaraci, SP, nos primeiros dias de maio de 1947. A primeira paróquia a receber os missionários foi a do Bom Jesus de Guaraci. A segunda foi a de São João Bastista de Olímpia e, sem esguida, a de Nossa Senhora da Abadia de Cajobi.
Nos anos seguintes, até 1968, vieram outros missionário que foram assumindo trabalhos de evangelização no norte, noroeste e centro-oeste do Estado de São Paulo.
Os frades missionários quiseram logo acolher os meninos vocacionados e abriram um seminário em Bastos no início dos anos 50. Em seguida, iniciaram a construção do Seminário Nossa Senhora de Fátima em Mirassol.

O primeiro religioso brasileiro da Custódia foi Frei Francisco de Medeiros. Olimpiense, Frei Francisco entrou em contato com os frades e foi logo para a Itália fazer a sua formação.
Em 2004, a Custódia é compostoa por frades brasileiros e apenas 1 dos primeiros missionários napolitanos. E está presente no norte e centro-oeste do Estado de São Paulo: Bebedouro, Franca, Garça, Marília, Olímpia e Ribeirão Preto.

Como são Francisco de Assis queria que todos os freis fossem uma grande fraternidade, irmãos entre si, não usou termos como "superior", "prior", "diretor", "presidente"... quis que seus freis fossem servos uns dos outros e é por isso que os investidos de autoridade são chamados de ministros (palavra que significa servidores). A Custódia é uma pequena porção da Ordem dos Franciscanos e o seu ministro e conselheiros vem eleitos a cada tres anos.

Façamos nossas preces por esses e por todos os freis da Custódia.