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quarta-feira, 6 de junho de 2012

PRODE Projeto Diocesano de Evangelização - Leitura Orante



LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - JUNHO DE 2012¹

Chave de Leitura – Lc 17, 11-19


Animador:  Dentro das celebrações dos 40 anos da nossa diocese e preparando-nos para vivenciar o Ano da Fè, vamos dar início a uma nova etapa da Leitura Orante. Durante os nossos encontros, quando após uma citação, aparecer a sigla CIC, saberemos que estamos diante de um ensinamento do CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Rezaremos com a Palavra de Deus e ela nos guiará  nos caminhos da fé. E a Igreja, de quem recebemos a fé nos instruirá sobre a retidão e a vivência desta fé.

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Preparemo-nos para esta Leitura Orante.
                  (Invocação ao Espírito Santo cantada ou rezada)

Animador: Ter fé não é simplesmente um compreender com a nossa inteligência. É algo bem concreto:  A fé é resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida. A fé é adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda verdade que Deus revelou. A fé cristã é diferente da fé em uma pessoa humana. É justo e bom entregar-se totalmente a Deus e crer absolutamente no que Ele diz. Seria vão e falso por a  fé em uma criatura. (CIC 26.150)

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Quando digo “eu creio” estou fazendo um ato verdadeiramente humano, pois é um ato da inteligência. Contudo, só posso dizer “eu creio”, de verdade, pela força da graça do Espírito Santo. Santo Tomás de Aquino nos ensina: “Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça.” (cf. CIC 153.154.155) Como é importante termos o nosso coração e a nossa inteligência abertos à graça de Deus para vivermos o dom da fé.

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Deus nos concede muitas graças, mas nem sempre correspondemos à sua graça (= ter fé). Muitas vezes a nossa inteligência e o nosso coração não estão abertos ao dom de Deus, não compreendemos a profundidade do significado dos acontecimentos em nossa vida pessoal e no mundo.
A Palavra de Deus desta Leitura Orante nos fala de um ato de fé, “eu creio”. Estejamos atentos para não confundir o “simples” acreditar (dar crédito) com um ato de fé.

1. Proclamação da Palavra Lc 17,11-19 (todos em pé)
2. 10 minutos para ler e reler individualmente na Bíblia, notando sempre o que mais lhe tocou (sentados)
3. Proclamação novamente da Palavra  Lc 17,11-19 (todos em pé)
4. Partilha (sentados) O que mais me tocou neste trecho do Evangelho, por quê? Como a partir desta Palavra vejo a minha vida de fé como RESPOSTA a Deus que me dá sua Graça?
5. Proclamação novamente da Palavra  Lc 17,11-19 (todos em pé)
6. Sentados: 5 minutos de oração silenciosa
7. Preces espontâneas
8. Canto
9. Ao menos 3 minutos em silêncio para que cada um possa assumir um compromisso concreto - no silêncio do seu coração - com aquilo que Deus lhe pede hoje através desta Palavra.

Animador: “Para viver, crescer e perseverar até o fim na fé, devemos alimentá-la com a Palavra de Deus; devemos implorar ao Senhor que a aumente; ela deve agir pela caridade (pois a fé sem obras é morta), ser carregada pela esperança e estar enraizada na Igreja.” (CIC 162)

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Recolhamos todos os nossos pedidos, louvores e propósitos deste encontro, na oração que o Senhor nos ensinou: Pai Nosso...

Animador: Saudemo-nos uns aos outros no amor de Cristo.

Canto final
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LECTIO DIVINA - JUNHO DE 2011²

CHAVE DE LEITURA: 1Cor 15,1-14

Canto Inicial

Animador: Ter fé não é simplesmente um compreender com a nossa inteligência. É algo bem concreto:  A fé é resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último de sua vida. A fé é adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente , o assentimento livre a toda verdade que Deus revelou. A fé cristã é diferente da fé em uma pessoa humana. É justo e bom entregar-se totalmente a Deus e crer absolutamente no que Ele diz. Seria vão e falso por a  fé em uma criatura. (CIC 26.150)

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador: Quando digo “eu creio” estou fazendo um ato verdadeiramente humano, pois é um ato da inteligência. Contudo, só posso dizer “eu creio”, de verdade, pela força da graça do Espírito Santo. Santo Tomás de Aquino nos ensina: “Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça.” (cf. CIC 153.154.155) Como é importante termos o nosso coração e a nossa inteligência abertos à graça de Deus para vivermos o dom da fé.

Todos: “Sei em quem acreditei, Sua graça me ajudará a perseverar até o fim.” (Cf. 2Tm1,12)

Animador:  “Ninguém pode crer sozinho, assim como ninguém pode viver sozinho. Ninguém deu a fé a si mesmo, assim como  ninguém deu a vida a si mesmo. O crente recebeu a fé de outros, deve transmiti-la a outros. Cada crente é como um elo na grande corrente dos crentes. Não posso crer sem ser carregado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo para carregar a fé dos outros..” (CIC 166)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: Não deve existir para o cristão a frase: “eu creio, mas creio do meu jeito.” “É por meio da Igreja que recebemos a fé e a vida nova no Cristo pelo Batismo. A salvação vem exclusivamente de Deus, mas, por recebermos a vida de fé por meio da Igreja, esta última é nossa mãe. Por ser nossa mãe, a Igreja é também a educadora da nossa fé.” (CIC 168.169) “Ninguém pode ter a Deus por Pai, que não tenha a Igreja por mãe” (S. Cipriano, bispo)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: “Para viver, crescer e perseverar até o fim na fé, devemos alimentá-la com a Palavra de Deus; devemos implorar ao Senhor que a aumente; ela deve agir pela caridade (pois a fé sem obras é morta), ser carregada pela esperança e estar enraizada na Igreja.” (CIC 162)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: A comunidade de Corinto estava querendo crer e viver a fé do “seu jeito”. Estava desaparecendo a fé que tinha sido recebida pela pregação da Igreja, através do apóstolo Paulo. O ponto central - o Cristo ressuscitado - estava sendo negado. Sem a acolhida desta verdade, tudo desmorona. Que a Palavra de Deus desta Leitura Orante nos ilumine a respeito do anúncio que da Igreja recebemos e nos faça compreender se estamos nos desviando da retidão da fé. Não existe somente o “eu creio”, mas ele sempre existe juntamente com o “nós cremos”. Este “nós” se refere à fé que da Igreja recebemos e que queremos sinceramente professar.

1.        Proclamação da Palavra 1Cor 15,1-14 (todos em pé)
2.        10 minutos para ler e reler individualmente na Bíblia, notando sempre o que mais lhe tocou (sentados)
3.        Proclamação novamente da Palavra 1 Cor 15,1-14 (todos em pé)
4.        Partilha (sentados). Cada um, com muita simplicidade, diga o que Deus está lhe dizendo com esta Palavra. Se tiver coragem, diga também quais as coisas que a Igreja ensina e que tem dificuldade para acreditar.
5.        Proclamação novamente da Palavra 1Cor 15,1-14  (todos em pé)
6.        5 minutos de oração silenciosa (quem quiser pode repetir o versículo (mentalmente): “Creio, Senhor, mas aumentai minha fé.”
7.        Preces espontâneas (lembremos de rezar por aquelas pessoas que têm dificuldade de abraçar a fé cristã)
8.        Canto ( que fale da ressurreição de Cristo)
9.        Ao menos 3 minutos em silêncio para que cada um possa assumir um compromisso concreto - no silêncio do seu coração - com aquilo que Deus lhe pede hoje através desta Palavra.

Animador: Há séculos, mediante tantas línguas, culturas, povos e nações, a Igreja não cessa de confessar sua única fé, recebida de um só Senhor, transmitida por um único batismo, enraizada na convicção de que todos os homens têm um só Deus e Pai.” (CIC 172)

Todos: “Eu creio, nós cremos!”

Animador: “Não cremos em fórmulas, mas nas realidades que elas expressam e que a fé nos permite ‘tocar’. Temos acesso a essas realidades com o auxílio das formulações da fé Estas permitem expressar e transmitir a fé, celebrá-la em comunidade, assisti-la e vive-la cada vez mais.” (CIC 170) Uma fórmula importantíssima na Tradição da Igreja é o Símbolo da Fé, que nós comumente chamamos de “Creio”. Recitemos juntos:

 Todos: “Eu creio, nós cremos!”
              Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra...

Animador: Recolhamos todos os nossos pedidos, louvores e propósitos deste encontro, na oração que o Senhor nos ensinou: Pai Nosso...

Animador: Saudemo-nos uns aos outros no amor de Cristo.

Canto final



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Chave de Leitura - Maio


PRODE
Projeto Diocesano de Evangelização
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA – MAIO - 2012
 
(para ser realizada antes da Semana da Unidade)
Chave de Leitura de  Mt 28,1-15


1. Estamos vivendo o Tempo Pascal, já nos preparando para a Solenidade de Pentecostes, quando, em nossa diocese, daremos início ás comemorações dos 40 anos da sua criação. O núcleo da nossa fé, que nos mantém firmes na caminhada, é acreditarmos que Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou para nos dar vida nova. N’Ele está toda a nossa alegria e força para os combates que temos de enfrentar e a realidade que temos para transformar na Graça do seu Espírito. “Ele está no meio de nós!” é o que dizemos várias vezes em nossas celebrações.  Esta é a razão de continuarmos firmes na missão, pois não seguimos simplesmente as ideias e gestos de alguém que foi muito bom e morreu. Somos discípulos d’Aquele que a morte não pode deter, pois seu amor foi e é mais forte do que a morte. Somos discípulos d’Aquele que voltou do cemitério, vivo, não como um fantasma. Ele voltou “em carne e osso”. Vencendo a morte, Ele também venceu a nossa morte. N’Ele a nossa morte foi vencida. Professamos no Símbolo da fé: “Ressuscitou ao terceiro dia” e “creio na ressurreição da carne e na vida eterna”.  Sim, cremos na ressurreição da carne e na vida eterna, pois cremos que a vitória do Cristo é nossa. O poder da sua ressurreição dará vida aos nossos corpos mortais.

2. O texto da nossa Leitura Orante desta vez é um dos relatos da ressurreição. Jesus ressuscitado sempre aparece dizendo para não ter medo de nada, pois Ele agora é vencedor. Nós não vimos, como os apóstolos, o Cristo ressuscitado. No entanto, este anúncio que ecoa no mundo há mais de 20 séculos tem a força de fazer-nos experimentar no coração e na vida a força e a atualidade desta ressurreição. Tantas testemunhas da fé ao longo destes séculos nos testemunham que Ele está vivo. Homens e mulheres deram sua vida num gesto profundo de amor, pois  se deixaram imbuir por este amor vitorioso de Jesus. Homens e mulheres transformaram realidades acreditando que “Ele está no meio de nós”, pois Ele mesmo disse: “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20). Nós também, em 2012, fortificados nesta fé podemos também transformar tantas coisas no poder da ressurreição do Senhor Jesus.

3. É verdade: tantas coisas nos fazem sentir medo, mesmo acreditando que Jesus está ressuscitado. Muitas vezes este medo é porque procuramos entre as coisas que geram a morte quem está vivo, o Cristo. Todas as vezes que fomos buscar felicidade em coisas que geram a morte (o pecado), estamos procurando Cristo (que é felicidade) entre os mortos e nos enchemos de medo.

4. Assim como inventaram mentiras e artimanhas para negar a ressurreição de Jesus, no tempo da sua morte e ressurreição, assim também ao longo dos séculos tantas doutrinas mentirosas apareceram negando esta verdade da nossa fé. Se analisarmos bem estas falsas doutrinas perceberemos que elas geraram angústia e medo nas pessoas e na sociedade. Algumas chegaram a criar religiões movidas pelo medo. O Deus-Amor anunciado por Jesus desaparece e aparece um Deus que incute o medo.

5. Esta Leitura Orante quer ser um momento de oração e reflexão que leve os irmãos e irmãs a renovarem a fé e a esperança na presença do Cristo ressuscitado no meio de nós. Deve ser um momento muito especial nas comunidades e setores. Se não acreditamos na ressurreição de Cristo e na nossa ressurreição... onde se fundamenta a nossa esperança? De que serve a nossa vivência “religiosa”?

6. No momento da “Partilha”, além do que as pessoas se sentirem inspiradas a dizer, devem responder a duas perguntas:
      
a) Quando você experimentou a força do Cristo ressuscitado na sua vida?

b) Quais são as ideias, falsas doutrinas, que querem hoje fazer desacreditar no Cristo vivo e ressuscitado e que ensinam que não existe ressurreição dos mortos? Já tentaram alguma vez fazer com que não acreditasse mais no Cristo ressuscitado e na ressurreição dos mortos? Conte como foi.

7. Para o momento após as preces, a equipe de preparação escolha um canto que fale fortemente da ressurreição de Jesus e que expresse a fé na vida eterna.

8. No último momento da Leitura Orante, quando em silêncio se assume o compromisso com a Palavra, que cada um coloque diante de Deus as pessoas que conhece, que encontram dificuldades em acreditar na ressurreição de Cristo e na ressurreição da carne.

9.  Como indicação para leitura orante individual em casa, seja dada a seguinte citação: 1Cor 15, 1-58. Evidentemente que não se leia tudo de uma vez, mas por vários dias é possível rezar com este texto.

10. É o Espírito Santo, Espírito do Cristo ressuscitado, que presente em nós nos dá a esperança e a certeza da ressurreição. Anime as pessoas para que venham aos encontros da Semana da Unidade, à Vigília de Pentecostes e à Missa da Unidade, em Barretos, na Solenidade de Pentecostes, domingo dia 27 de maio, às 17h, na igreja S. Benedito.

Chave da Leitura Orante - abril


PRODE
Projeto Diocesano de Evangelização
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA – ABRIL - 2012


Chave de Leitura de Js 24,14-28

1.     Esta Leitura Orante deve ser realizada após a Páscoa. O texto é a continuação da Leitura Orante que foi feita antes da Quaresma. Alguém da equipe responsável pela preparação, no comentário inicial, deverá, pois, primeiramente, recordar o trecho anterior e recordar algumas reflexões que foram feitas.

2.      Ainda neste início pode pedir para algumas pessoas do grupo se manifestarem sobre aquilo que ficou marcado da última Leitura Orante. Depois desse momento, então, se faz o canto inicial, a invocação ao Espírito Santo, o comentário próprio desta Leitura Orante etc.

3.     O texto desta Leitura Orante é uma espécie de “Liturgia da Aliança” que Josué realizou com o povo em Siquém, antes de efetivamente tomar posse da Terra Prometida. É importante notar como que Josué, ao invés de incentivar o povo à Aliança, quase que pede para o povo desistir. Na realidade isso é um artifício para que o povo esteja ciente do grande compromisso que está assumindo diante de Deus. O povo tem que acolher a Deus como único Senhor. Não pode mais adorar outros deuses. Notem que a expressão “lançai fora os deuses” aparece duas vezes, no início e no fim do ritual da aliança. Isso mostra que não é apenas um momento de ritual, mas algo feito na liturgia e que deve refletir na vida também.

4.     Na última Leitura Orante já vimos quais são estes outros deuses e ídolos para nós, hoje. Trata-se da idolatria: um deus que serve para me satisfazer. O nosso mundo também tem seus deuses: ter (dinheiro, posses, luxo...) poder (status, dominar sobre a vida dos outros e da sociedade...) prazer (sexo, droga, comida, diversão...). O ídolo nos escraviza. Nós ficamos dependentes dele e por  momentos de satisfação “veemos” a nossa liberdade e felicidade.

5.     Há poucos dias, na Vigília Pascal, vivemos um momento semelhante a esta Assembleia de Siquém. Fizemos uma tríplice renúncia ao demônio (= falsidade, ídolos, enganos...) e confirmamos a nossa fé, respondendo forte com velas acesas na mão, dizendo CREIO. Renovar o batismo na Vigília Pascal é renovar a força da Aliança que Deus fez conosco no seu Filho Jesus Cristo.

6.     No dia 01 de maio a nossa diocese estará em Assembleia. É a Assembleia diocesana de Pastoral. Nesta Assembleia queremos incrementar as prioridades que já temos para aprimorar o nosso trabalho evangelizador. Que nos grupos, esta Leitura Orante, sirva também para rezar pela próxima Assembleia diocesana de Pastoral.  Para a eficácia do anúncio de Jesus Cristo é preciso que todos nós sirvamos exclusivamente ao Senhor. Cada um pessoalmente deve estar consciente quais os deuses estrangeiros que deve lançar fora da sua vida. Não somente deve se pensar nisso individualmente. Quando nos colocamos na Assembleia diocesana de Pastoral, somos a Igreja de Jesus Cristo que se lança na obra evangelizadora.  Temos que ter a coragem de reconhecer também quais são os deus estrangeiros que devemos lançar fora da Igreja, da nossa vida de comunidade que estão impedindo de servirmos e seguirmos totalmente e exclusivame a Jesus Cristo. Que digamos como Josué: “eu  e minha casa serviremos ao Senhor.” 

7.     A partilha, como sempre, fica livre para as pessoas disserem o que acharem melhor. É o momento em que Deus nos fala através dos irmãos. Entretanto, uma pergunta pode ajudar  na partilha: “O que significa hoje para você e para a comunidade ‘lançai fora, pois, os deuses estrangeiros que estão no meio de vós...”?

8.     Após o momento de oração individual alguém proclama o salmo 49 (50), que começa com as palavras “Fala o Senhor, o Deus dos deuses...” Após cada estrofe do salmo, se repetirá o refrão:

Eu e minha casa serviremos ao Senhor.
Longe de nós abandonarmos o nosso  Deus.
Ao Senhor nosso Deus serviremos e à sua voz obedeceremos.

9.     Após a proclamação do salmo com o seu refrão, pode-se cantar um canto.

10. No momento do compromisso, em silêncio, o que estiver coordenando a Leitura Orante, convida as pessoas, para que no íntimo do seu coração, faça um momento de renúncia diante do Senhor, lançando fora os deuses estrangeiros aos quais tem servido entregando toda sua vida ao seguimento de Jesus.






segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA – FEVEREIRO - 2012LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA – FEVEREIRO - 2012

Chave de leitura: Js 24,1-13

1. Acredito que será a primeira vez que será feita a Leitura Orante com um texto do Antigo Testamento. Não podemos nos aproximar de um texto do Antigo Testamento com o preconceito de que se trata de algo difícil de entender. É sempre Deus que está falando. Não podemos nos aproximar de um texto do Antigo Testamento como se fosse algo ultrapassado. É sempre Deus que está falando e tudo tem pleno sentido em Jesus Cristo. É uma Palavra atual. Não podemos nos aproximar de um texto do Antigo Testamento como se tivéssemos diante de uma história que não tem sentido nenhum para a nossa existência. Os acontecimentos da História da Salvação são acontecimentos que iluminam a nossa vida pessoal, a vida da nossa comunidade, a vida dos nossos dias. Nós temos que estar dentro desta história. Quem não consegue se encontrar dentro dos acontecimentos da História da Salvação está cego, pois não consegue enxergar a ação de Deus na sua vida. Quem não consegue se encontrar dentro dos acontecimentos da História da Salvação está surdo, pois não consegue entender o que Deus lhe está falando.

2. O texto desta Leitura Orante tem um contexto histórico. O povo de Israel (nós, Igreja, somos o Novo Israel), após uma caminhada de séculos, desde Abraão; e após uma caminha de décadas, desde a libertação da escravidão do Egito, está para entrar na Terra Prometida. Josué, que nos últimos anos tinha sucedido a Moisés, é o encarregado de preparar o povo para este momento tão esperado e novo na caminhada do povo de Israel. O local de preparação deste momento é Siquém, praticamente entre a Samaria e Jerusalém.

3. Esta Palavra de Deus, com a qual fazemos a Leitura Orante antes do início da Quaresma e antes da Assembleia diocesana do dia 01 de maio, quer também iluminar a nossa caminhada desde quando fomos chamados à fé, como Abraão, desde quando começamos a fazer nossa caminhada na Igreja e desde quando aceitamos o convite de Deus para seguirmos o seu Filho Jesus Cristo, buscando viver em comunidade neste Projeto Diocesano de Evangelização (PRODE)

4. Vou tentar dar pistas de atualização desta Palavra para que depois vocês também possam ajudar os irmãos na Leitura Orante. A primeira coisa, talvez a mais importante, é a que diz Js 24,1: “se colocaram ordenadamente na presença de Deus.” Temos que ter esta consciência e convidar os irmãos presentes na Leitura Orante a estarem diante de Deus. Estar diante de Deus significa estar com a história aberta para que Ele ilumine. Não, em primeiro lugar, a história dos outros ou do mundo, mas a própria história pessoal.

a) Js 24,2-4: “Além do rio habitavam outrora vossos pais... e serviam a outros deuses... tomei vosso pai Abraão... e o fiz percorrer toda a terra de Canaã, multipliquei a sua descendência.”

- “Além do rio” pode significar um momento da vida em que ainda não se tinha feito uma experiência verdadeira com Deus. Tinha-se a religião de todos. A religião desvinculada da vida que só servia para pedir ajuda aos deuses para os seus próprios planos. Tratava-se de um “deus” distante, cheio de poder, mas distante.

- “Serviam a outros deuses”. Trata-se da idolatria: um deus que serve para me satisfazer. O nosso mundo também tem seus deuses: ter(dinheiro, posses, luxo...) poder (status, dominar sobre a vida dos outros e da sociedade...) prazer (sexo, droga, comida, diversão...) O ídolo nos escraviza. Nós ficamos dependente dele e por momentos de satisfação “vendemos” a nossa liberdade e felicidade. É preciso ter coragem para recordar e identificar os momentos da nossa vida que estávamos ali, “além do rio”.

- “tomei vosso pai Abraão”. Deus toma a iniciativa de realizar uma obra de salvação e libertação. Faz um chamado a Abraão para que ele saia de uma vida de mentira. Abraão acolhe a proposta de Deus e faz uma caminhada: um caminho de fé. Abraão é chamado o pai da fé. É importante que nós também saibamos identificar em nossa vida o momento em que Deus nos “tomou”. Ele se apresentou em nossa vida e fez uma proposta que nos fez sair dali “além do rio”.

- Para compreender melhor a história de Abraão que também é nossa história, leia e medite: Gn 11,27-32; Gn 12-22

b) Js 24,5: “...enviei Moisés e Aarão e feri o Egito com os prodígios que operei no meio dele; depois vos fiz sair de lá.”

- O povo que descende de Abraão, que tem o dom da fé, necessita sempre de libertação, pois na caminhada sofre enganos e ilusão. Um engano e ilusão é o Egito, terra rica e opulenta, onde acabam se tornando escravos. O Egito representa toda a escravidão do ser humano. O que escraviza verdadeiramente o ser humano é o pecado. Muitas vezes somos escravos e não temos nem consciência e nem força para trabalhar em nossa libertação. Faraó, rei do Egito é o símbolo do opressor, daquele ou daquilo que tira a nossa liberdade. Moisés e Aarão são a presença de Deus que nos convida a fazer uma caminhada libertadora.

- Temos que saber identificar os momentos de Egito da nossa existência e quem são ou quais foram os faraós de nossa vida. Por outro lado, é preciso também saber identificar em nossa história quais são os “Moisés e Aarão” que Deus tem providenciado para que experimentemos a libertação.

- Para compreender melhor a história da libertação do Egito, que é também a nossa história, leia e medite: Ex 1; Ex 2,23-25; Ex 3-15

c) Js 24,7: “...e depois habitastes no deserto por longos dias.” O povo de Israel no deserto faz a experiência de ir aprendendo a colocar em Deus toda a sua confiança. Com o sofrimento e a privação são educados a colocar somente em Deus a própria segurança.

- O deserto é o lugar da educação do povo de Deus na sua fé. Em vários momentos da nossa vida Deus nos coloca num deserto. São aqueles momentos e acontecimentos onde as pessoas e o que temos nos decepcionam e não servem para nada e temos que saber confiar unicamente em Deus e na proposta que Ele nos faz. No deserto Deus fala ao coração do seu povo.

- Muitos acontecimentos do povo de Deus no deserto são narrados na Bíblia. Entretanto, escolho um para aprofundamento: Nm 21,4-9. Este episódio fala da educação de Deus a seu povo.

d) Js 24,8-12: “...vos fiz entrar na terra dos amorreus...eu os entreguei em vossas mãos...os destruí diante de vós...Balac...mandou chamar Balaão...para vos amaldiçoar...ele teve de vos abençoar...passastes o Jordão para chegar a Jericó, mas os chefes de Jericó vos fizeram guerra...e eu os entreguei nas vossas mãos...vespas...expulsaram da vossa presença os dois reis amorreus, o que não deves, nem à tua espada, nem ao teu arco.”

- Nestes versículos estão sintetizados os momentos importantes da Conquista da Terra Prometida.A experiência do povo de Isarel – e é isso que Deus está lembrando a eles – é que a vitória sempre foi de Deus. Eles ficaram em situações extremas, mas puderam detectar em cada momento que Deus os fez vitoriosos.

- Toda essa vitória de Deus é uma educação: o povo tem que saber que é Deus que age na história. Ele é o vencedor. O povo deve aprender a depositar toda a sua confiança em Deus, não cegamente, mas vendo o que Deus fez na história e entregar sua vida sem desconfianças a Ele.

- Identificar na nossa vida quando Deus foi vitorioso é um “exercício” eficiente para nos ajudar a entregar nossa vida a Ele sem desconfianças e a viver conforme a Sua Palavra.

- Para aprofundamento e meditação sugiro: Nm 22-24; Dt 6-7

e) Js 24,13:”Dei-vos uma terra que não exigiu de vós nenhum trabalho, cidades que não construístes e nas quais habitais, vinhas e olivais que não plantastes e dos quais comeis.”

- A Terra Prometida, da qual Israel no Antigo Testamento tomou posse, é somente uma figura da verdadeira Terra Prometida, que é o céu. Enquanto caminhamos na fé nesta nossa vida, estamos sempre a caminho, estamos sempre para entrar na Terra Prometida. Esta assembleia de Siquém, portanto, para nós, é sempre atual. Em cada momento e várias vezes em nossa vida temos que recordar o caminho feito para renovarmos uma Aliança de fidelidade e gratidão com o nosso Deus. De fato, o céu, a vida eterna, não é algo que conquistamos com as nossas forças e lutas. Quem já conquistou tudo isso para nós foi Jesus Cristo. Somos chamados, sim, a reconhecer a obra que Ele vem realizando em nossas vidas para que nos tornemos partícipes desta Terra Prometida.

- Esta Leitura Orante é somente para viver a recordação das maravilhas de Deus. Esta temática será retomada e continuada na próxima chave de leitura.

5. O esquema da Leitura Orante é o mesmo que temos feito nestes dois últimos anos. Apenas algum membro da equipe responsável pela preparação, irá fazer um comentário inicial mais longo, explicando estas analogias entre a vida do povo de Israel do Antigo Testamento e a nossa vida, hoje.

6. No momento da partilha, quem está coordenando a Leitura Orante, fala de novo das analogias. Pode, depois, colocar as seguintes perguntas para facilitar a partilha:

a) Em que momentos da sua vida você reconhece que estava “além do rio”, adorando outros deuses? Quando foi, concretamente, que Deus apareceu e te tomou para fazer um caminho de fé?

b) Quais foram e quais sãos os “Egitos” da sua vida? Quem foi ou quais foram os faros da sua vida? Você tem algum faraó hoje? Quem apareceu na sua vida como Moisés e Aarão?

c) Na sua caminhada de fé você consegue identificar que foi Balac, os chefes de Jericó e os povos que querem impedir a posse da Terra Prometida?

d) Quais foram os momentos de Assembleia de Siquem na sua vida: momentos que você teve que reconhecer o que Deus fez em sua vida e optar seriamente por Ele?

7. Após o momento de oração, no lugar do salmo, pode ser cantado “O povo de Deus no deserto andava...”

Pode ser passada para as pessoas as citações acima para a Leitura Orante individual.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - AGOSTO DE 2011¹



Chave de leitura: Mt 16, 24-28
1. A Lectio Divina ao longo do ano nos vem conscientizando do chamado de Jesus Cristo ao seu discipulado. Discípulo fiel é aquele que segue o Mestre, aprende com Ele e se demonstra disposto a transmitir seu aprendizado ao seu próximo.
2. Neste mês de agosto, mês vocacional, vamos refletir sobre a vocação à vida, mas não uma vida qualquer, e sim a uma vida digna, vida de doação ao próximo, vida de oração. Refletiremos sobre a vocação à vida de cristão batizado, que dá testemunho de fé, para que todos “tenham vida e vida em abundância” (cf. Jo 10, 10).
3. No texto veremos alguns pontos essenciais:
a) Jesus nos convida ao despojamento da vida presente para que, possamos merecer a vida eterna. b) O Senhor nos leva a refletir sobre o confrontar o egoísmo que nos faz desistir do Autor da vida.
c) O verdadeiro discípulo tem a atitude de estar aberto aos ensinamentos de Jesus Cristo e seu agir deve ser fruto da doação total de si mesmo.
4. Para nos auxiliar na meditação, alguns questionamentos:
4.1. Como está meu seguimento da pessoa de Jesus Cristo?
2. A quem ou a que prendo minha vida?
2.1. Estou disposto a renúncias para bem poder vivenciar meu discipulado?
3. O que é a vida para mim?
3.1. Qual a minha compreensão?
3.2. Eu optei pela vida proposta por Jesus Cristo?
4. O que tenho feito em defesa da vida?
4.1. No âmbito da fé?
4.2. No âmbito da política?
4.3. No âmbito da comunidade?
4.4. No âmbito familiar?
5. Como estou me preparando para a Segunda vinda Gloriosa de Jesus?
5.1. É uma preparação verdadeira?
5.2. É uma preparação aberto aos desígnios de Deus?
6. Pouco antes do momento de oração, o presidente da reunião conduza para que todos partilhem de suas experiências – sobre o que foi refletido nessa Lectio Divina – a fim de edificar o grupo, exortando-os a testemunhar sua fé em Jesus Cristo também a toda comunidade – e não só dentro do grupo. E se valendo dessas experiências, conduza a oração acolhendo aos anseios de cada integrante da reunião, deixando um período livre para que todos participem com sua prece espontânea.
7. Como oração final faça-se todos juntos (ou de outra forma, se preferirem) a oração do Salmo 62, que nos diz: “Só de Deus vem a esperança”.
7.1. O presidente conduza a oração final para a esperança na vida nova oferecida por Jesus Cristo.
8. Antes da despedida, faça-se a proposta de incentivo à oração da Leitura Orante em casa, com o seguinte texto bíblico: Mt 7, 21-27.
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Chave de leitura: Jo 15, 9-17
1. Continuando nossa reflexão sobre a vocação à vida, nessa Lectio Divina meditaremos sobre o amor de Deus por nós. Amor esse que nos dá vida, pois como nos diz o texto Sagrado: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca.” (Jo 15, 16)
2. Como vemos, somos escolhidos pelo Senhor da vida não para que nos acomodemos, mas sim, para que nossa vida produza frutos, ou seja, para que anunciemos o Santo Evangelho a nossos irmãos e irmãs.
3. Como auxílio para a meditação:
a) Em que consiste o amor de Deus por nós? Ele exige algo em troca?
b) Minha resposta a esse amor tem sido fiel? Sou sincero com Deus?
c) Tenho produzido frutos para a maior glória de Deus? Minha vida tem sido um fiel testemunho do amor de Deus aos homens?
4. Na oração, aquele (a) que coordena a reunião, busque a harmonia na oração evitando que alguns louvem, outros peçam a intercessão dos santos, que todos neste momento tenham como principal atenção a pessoa de Jesus Cristo como modelo de doação de vida e de amor ao próximo.
5. Após a oração faça-se uma breve instante de silêncio, e após uma partilha visando um compromisso maior com o discipulado de Jesus Cristo. Como auxílio temos:
5.1. Como me vejo a partir dessa Lectio Divina?
5.2. Estou aberto (a) ao Espírito Santo, para que Ele me dê um novo impulso na caminhada?
5.3. Estou disposto (a) a ser discípulo e missionário de Jesus Cristo, anunciando o amor de Deus com minha vida?
6. Como oração final rezemos o Salmo 118 (119), 5-12: “Tua Palavra é lâmpada para meus passos”.
7. Como sugestão de Leitura Orante para ser feita em casa: Jo 10, 1-10.

LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - JULHO DE 2011

Chave de Leitura de Mt 10,17-33

1. Continuaremos neste mês de julho a temática do discípulo missionário com enfoque especial na missão. Devemos sempre nos lembrar que ser discípulo e missionário são duas faces da mesma moeda. Não se pode ser discípulo sem ser missionário e não se pode ser missionário sem a vivência do discipulado.

2. O texto desta Leitura Orante é muito forte, pois fala de uma situação que torna autêntica a missão do discípulo de Jesus: A PERSEGUIÇÃO. Podemos praticamente dizer que se somos perseguidos por causa do nosso seguimento e anúncio de Jesus, estamos sendo verdadeiros missionários. Vimos no mês passado que o Senhor nos envia “como ovelhas no meio de lobos.”

3. Notem que neste texto Jesus não fala da perseguição como uma possibilidade na missão, mas que faz parte dela. Entretanto, é preciso também deixar claro, que Jesus afirma que mesmo na derrota aparente, o discípulo é sempre vitoriosoà versículos 19-20. 31. 32. Estes versículos fazem eco à conclusão do evangelho de Mateus: Mt 28,20.

4. Que os irmãos e irmãs no momento de fazerem a partilha, partilhem as experiências concretas de como se sentem perseguidos por causa da Palavra. Será também uma vitória de Deus se conseguirem falar dos momentos em que fraquejaram por causa da perseguição. Isso é vitória porque a Palavra de Deus sempre nos coloca em caminhada de conversão.

5. É evidente que Deus nos chama a ser discípulos e missionários de seu Filho Jesus Cristo, não para sermos simplesmente perseguidos, mas para que a sua salvação chegue às pessoas. Portanto, que não se deixe de partilhar também os fatos concretos, onde algum irmão ou irmã, perseverando na perseguição, viu a obra da salvação de Deus realizar-se na vida das pessoas e na sociedade.

6. O esquema desta Leitura Orante é normal, com os momentos de cantos e orações.

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LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - JULHO DE 2011²

Chave de Leitura de Mt 10, 34-42
1. Esta Leitura Orante aborda a conclusão do Discurso Apostólico ou Missionário do evangelho de Mateus. Nunca é demais lembrar que discípulo e missionário são duas faces da mesma moeda. O anúncio de Jesus não tem como objetivo provocar discórdias. Contudo, as discórdias necessariamente aparecem, pois o discípulo missionário tem de fazer escolhas exigentes e radicais.

2. As escolhas exigentes e radicais começam já no seio de nossas próprias famílias. É neste sentido que aparece a figura da espada da divisão do v. 34 e a necessidade de colocarmos as exigências de Jesus acima até mesmo dos nossos legítimos afetos familiares e também dos nossos programas pessoais de vida, pois “aquele que ganha a sua vida, a perderá, mas quem perde a sua vida por causa de mim, a ganhará.” (v. 39)

3. Convém notar que os termos “profeta” e “justo” que aparecem no versículo 42, indicam o discípulo missionário.

4. Para a partilha pode-se pedir aos irmãos e irmãs que contem as experiências que tiveram em suas próprias famílias quando alguma vez tiveram que ser radicais por causa do evangelho. Isso é uma sugestão. Deixem sempre as pessoas livres para dizerem o que a Palavra lhes tem falado.

5. Após o momento da ORAÇÃO, pode-se cantar o canto “alma missionária”, que parece que a maioria das comunidades conhece.

6. Sugestões para a Leitura Orante individual que as pessoas podem fazer em casa: Lc 14, 25-35; 2Cor 4,1-12. Para entender melhor as tribulações por causa das exigências do evangelho e da radicalidade do discípulo missionário, vejamos o exemplo de Paulo: 2 Cor capítulos 10.11.12

LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA - JUNHO DE 2011



Chave de Leitura de Mt 10,1-16

1. Para várias comunidades esta Leitura Orante de junho se seguirá após a celebração de Pentecostes. Esta Solenidade foi preparada nas comunidades com a Semana da Unidade que não deixou de refletir sobre a nossa identidade de discípulos de Jesus Cristo e de Católicos.
2. Com esta Leitura Orante sairemos da temática quase que exclusivamente vocacional do discípulo de Jesus, que vínhamos fazendo até agora. Começaremos a rezar com a Palavra de Deus a exigência missionária do ser discípulo. Lembremos o que o Documento de Aparecida que em tantos aspectos fala do ser discípulo e missionário como duas faces de uma mesma moeda.
3. É preciso ir criando nas comunidades cristãs a mentalidade de que Deus não nos chama a ser discípulos de seu Filho, simplesmente para que sejamos melhores que os outros. Ele nos chama e nos ilumina no seu Filho Jesus Cristo para estarmos a serviço dos outros.
4. A Leitura Orante de junho e julho nos fará debruçar sobre o “Discurso Apostólico ou Missionário” do evangelho de Mateus. Os responsáveis por preparar a Leitura Orante devem estar conscientes de que têm uma missão especial de prestar um serviço de chamada à conversão aos irmãos e irmãs das nossas comunidades. É preciso preparar estas Leituras Orantes com espírito profético, pois com elas as comunidades/setores deverão começar sentir um ardor missionário e o desejo de ver experimentar como que a Palavra de Jesus não é somente uma mensagem bonita, mas uma Palavra que se cumpre.
5. Para que a equipe de celebração possa ajudar melhor os irmãos, vamos analisar a estrutura básica do texto:
a) v.1: a missão dos discípulos escolhidos por Jesus, a quem deu uma missão com autoridade. O que significa ter autoridade? Ter autoridade – em síntese – significa ter a capacidade de fazer o outro crescer, de realizar um trabalho de libertação em favor do outro.
b) Os nomes do doze apóstolos. Seria bom que alguém da equipe fizesse uma pesquisa para saber o que se sabe de cada apóstolo e ver que não são iguais, cada um tem a sua personalidade. Veja também que Jesus sempre quer realizar a unidade na diversidade. (vv. 2-4)
c) As recomendações de Jesus na missão:
• vv. 5-6: ir primeiramente aos mais próximos.
• v. 7: proclamar o Reino é o centro do anúncio. os versículos seguintes falam como se realiza concretamente estas coisas.
• v. 8: em primeiro lugar estar a serviço dos que necessitam de libertação
• v.9-10: ter condições financeiras não deve ser pressuposto para iniciar uma obra de evangelização. Muito menos ter garantias em seguranças materiais. Deus é providente para com o seu missionário
• vv.11-15: a missão é levar com a Palavra a PAZ e a BÊNÇÃO. Os que não aceitam a Palavra não são amaldiçoados pelos missionários, mas estes devem ser a tal ponto profetas que indiquem que a Palavra de Vida foi rejeitada.
• v. 16: a consciência que deve ter o discípulo-missionário na missão: “ovelha entre lobos”. É preciso fazer as pessoas refletirem muito sobre esta imagem da prudência da serpente e da simplicidade da pomba. Uma das maneiras de analisar esta imagem é ver que a serpente, na sua prudência, sempre protege a própria cabeça. A cabeça é a fé. A fé tem que ser defendida com veemência, como faz a serpente. A simplicidade da pomba, não é ingenuidade, mas percepção de quem lhe dará algo para vida e não para a morte.

6. O esquema de desenvolvimento desta Leitura Orante é o mesmo dos outros. Entretanto, a equipe de preparação deve preparar uma introdução maior, quase que catequética. É preciso que as pessoas sintam que estamos entrando num outro momento da temática deste ano da Leitura Orante.
7. No momento da partilha seria bom orientar para algumas reflexões específicas:
a) Você já fez a experiência de ter agido com autoridade (fazer o outro crescer) em nome de Jesus?
b) A comunidade dos apóstolos-missionários era diversificada. Você já experimentou alguma vez na comunidade que Jesus realiza a unidade na diversidade?
c) Como tem sido a sua experiência no anúncio de Jesus às pessoas mais próximas de você?
d) Até que ponto você fica limitando a ação evangelizadora com as seguranças materiais? ( Por exemplo, preciso ter dinheiro para poder fazer aquilo...se não tiver uma capela ou um lugar não dá para evangelizar...se eu for evangelizar vou passar necessidade... etc)
e) Como você tem reagido quando a Palavra que você anuncia é rejeitada?
f) Você tem medo de ser ovelha no meio de lobos?
8. Evidentemente que nem todos deverão responder a todas as perguntas no momento da partilha. Estas perguntas são somente indicativas.
9. No momento da CONTEMPLAÇÃO, quando as pessoas em silêncio, vão se comprometendo com a Palavra, alguém da equipe, introduza este momento, animando as pessoas a pensarem concretamente nos lugares de missão que existem na própria comunidade que, na realidade, podem ser comparados com a expressão de Jesus: “Dirigi-vos, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel.”

Chave de Leitura - MAIO





LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA
MAIO DE 2011¹

Chave de Leitura de At 22,3-21

1. O Espírito de Cristo ressuscitado renova a face da terra, renova e restaura as pessoas. Dentro deste Tempo pascal que estamos vivendo, continuaremos a refletir na Leitura Orante sobre a nossa condição de discípulos-missionários de Jesus Cristo. Esta perspectiva da Leitura Orante deste ano tem que ser bem frisada nas comunidades e setores. É bom recordar – após este tempo sem Leitura Orante – os passos que devem ser observados e a necessidade do clima de silêncio para que seja realmente um momento de oração.
2. Esta primeira Leitura Orante de maio nos apresenta a vocação do apóstolo Paulo. É importante salientar que neste trecho bíblico é o próprio Paulo que fala da sua experiência vocacional.
a) Em primeiro lugar ele fala de quem ele era e do que estava convencido em sua vida.
b) Fala, então, do seu encontro com Jesus no caminho de Damasco que o fez mudar totalmente de perspectiva.
c) Fala da presença de Ananias que devolve-lhe a visão e lhe fala do chamado de Deus na sua vida.
d) Fala da missão que recebeu de ir pregar aos pagãos, em terras distantes.

3. Estes 4 aspectos citados acima podem iluminar os irmãos no momento da partilha. O discípulo de Jesus sabe da ação dele na sua vida e tem a própria história iluminada pela presença de Jesus. As perguntas abaixo não devem ser impostas para que as pessoas respondam. Pode ser que muitas pessoas ainda não tenham claro o seu caminho como discípulo de Jesus. Não forcem as pessoas a responder estas perguntas.Elas estão aí como orientação. É evidente quem tiver claridade para responder estas perguntas, vai ser um dom para o grupo, pois elas, na realidade, têm consciência de serem discípulas de Jesus.
a) Quem era você antes de ter-se encontrado fortemente com Jesus? O que pensava? O que desejava na sua vida?
b) Quando foi ou foram os seus momentos de forte encontro com Jesus? O que estes momentos trouxeram de novo para sua vida? O que mudou na sua mentalidade?
c) Quem foi ou foram o ou os Ananias da sua vida?
d) Você, hoje, sente algum chamado especial e especifico de Deus na sua vida para a missão na Igreja?
4. Para concluir o momento da oração a equipe responsável pela preparação da Leitura Orante escolha um canto vocacional ou reze o salmo 139 (138) “Senhor, tu me sondas e conheces...”
5. Algumas citações para que os irmãos possam fazer a Leitura Orante em casa:
a) At 9,1-8
b) At 26,9-18
c) Gl 1,11-23
PRODE
Projeto Diocesano de Evangelização



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LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - LECTIO DIVINA
MAIO DE 2011²

Chave de Leitura de Lc 1,26-37

1. Diz o Documento de Aparecida no número 266: “A máxima realização da existência cristã como viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através da sua fé (LC 1,45) e obediência à vontade de Deus (Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor. (...) com sua fé Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo.

2. A segunda Leitura Orante deste mês é sobre esta discípula missionária por excelência, a Virgem Maria. Ó trecho é muito conhecido. Entretanto, convém recordar às pessoas a realidade sócio-religiosa do ambiente da Virgem Maria. José e Maria já possuíam uma situação de verdadeiramente casados. Ela, Maria, aparecer grávida, significava um adultério. As mulheres adúlteras eram apedrejadas. Por este motivo, José, justo, conforme o evangelista Mateus, não quis denunciar Maria. Logicamente quando Maria diz seu sim a Deus, ela sabia da situação que deveria enfrentar.
3. É preciso animar as pessoas do grupo a rezar, tendo diante de si esta figura da obediência da fé de Maria. É preciso questionar as pessoas, pois ser discípulo de Jesus não quer dizer que tudo irá correr ás mil maravilhas. Ser discípulo é arriscar-se para que o novo aconteça.
4. Evidentemente, como conclusão do momento de oração, pode-se cantar algum canto sobre Nossa Senhora.
5. Outras leituras como indicações para a Leitura Orante em casa, em particular:
a) Lc 1,39-45
b) Lc 2, 33-35
c) Lc 2,41-52
d) Jo 2, 1-12
e) Jo 19, 16-27
f) Mt 12,46-50
g) Lc 11,27-28