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quinta-feira, 8 de julho de 2010

o copo de bambu

Já ouvi a seguinte comparação: "o melhor exemplo de cristão é aquele faz a sua vida parecida a um copo de bambu..."
... a explicação desta comparação (que a primeira ouvida parece estranha) é a seguinte:
comece imaginando que a água seja a "Graça de Deus". Um copo feito de um colmo de bambu sente a necessidade de doar o seu conteúdo, pois mantê-lo seco evita que se forme o limo. Está sempre pronto para receber a água e imediatamente disposto a entregá-la a quem vier. Por mais simples que ele pareça, vem a ser mais resistente que o vidro e o cristal. Diferente do plástico, ele é ecologicamente correto, se reconhece parte da natureza e a respeita. Sua forma revela que ele foi criado para deixar a água passar através dele, ele nasceu para servir a água. Diferente dos copos e cálices artísticos, feitos de metais preciosos, ele nunca vai se ensoberbecer achando que é mais importante do que aquilo que ele contém. Ao contrário, na sua simplicidade, ele vai destacar que o mais importante é o conteúdo. Ele não precisa de verniz ou pintura, pois já foi "envernizado" quando nasceu. Sua base é sólida e permite que sua existência seja segura. E mesmo se o tempo gasta-lo muito chegando ao ponto de que não possa mais servir água, poderá servir de vaso, ainda que pequeno, para sustentar uma nova vida.

Quantos copos de água você bebe por dia?



Todos sabemos a importância da água e que não podemos viver sem ela...
Viver sem água é muito diferente de viver sem comida. Em condições quentes sem água, a desidratação pode aparecer dentro de uma hora. Um bebê trancado em um carro quente ou alguém super exposto ao calor, sem reabastecimento de fluidos, pode realmente morrer em um período de algumas horas.
Os seres humanos precisam de água para viver. Nós perdemos água através do suor, da urina, das fezes e até da respiração. Essa água precisa ser substituída para que os órgãos continuem a funcionar normalmente. Sob calor intenso, um adulto pode perder até 1,5 litro de água somente pelo suor. O risco principal da falta de água sob alto calor é que a temperatura corporal continua a aumentar e você pode sofrer de superaquecimento. Beber água refresca e baixa a temperatura do corpo.
Com uma desidratação leve, você pode sentir:
• falta de saliva
• diminuição da freqüência de urina
• diminuição da produção de urina
• cor escura e odor forte na urina
Desidratação moderada:
• ainda menos urina
• boca seca
• olhos secos e fundos
• batimento cardíaco acelerado
Desidratação grave:
• ausência de urina
• letargia e irritabilidade
• vômito e diarréia
O estágio final da desidratação é o choque. Ele é caracterizado por pele cinza-azulada, fria ao toque. A queda brusca na pressão arterial produz esse esfriamento.
Presumindo-se que esteja longe do clima quente e do frio e sem se expor à exaustão, um ser humano consegue viver provavelmente durante cerca de 3 a 5 dias sem água. Seres humanos mais saudáveis conseguem sobreviver por mais um dia ou, talvez, mais tempo. Mas isso não é algo para ser testado. Você nunca deve ficar sem água por mais de um dia. Recomenda-se a ingestão de oito a dez copos de água por dia.
A água regula a temperatura do corpo, hidrata os tecidos da boca, dos olhos e do nariz, lubrifica as juntas, protege os órgãos e tecidos do corpo, reduz a queimação nos rins e fígado através da eliminação de excreção, ajuda a dissolver minerais e outros nutrientes para torná-los acessíveis ao corpo, leva nutrientes e oxigênio paa as células, ajuda a prevenir constipações e é a melhor bebida para o ser humano.

A importância do bambú


O bambu é uma planta que pode ser utilizada para praticamente tudo: alimento, abrigo, construções, lenha, carvão, protetor de solo, barreira de vento, regenerador ambiental, mata ciliar, tubos, artesanato, móveis..., enfim, centenas de usos. Os chineses têm catalogado mais de 1.500 usos para o bambu.

Se você acessa o enderesso da Rede Social do Bambu: http://bamboo.ning.com/profiles/blogs/bambu-contra-aquecimento
pode descobrir até mesmo que o bambu é um forte instrumento contra o aquecimento global. Leia uma parte do texto de autoria de Egeu Laus:
“Se você gasta um tanque de 50 litros de gasolina por semana, plantando onze
mudas de bambu irá compensar esta poluição por um ano!!

O efeito estufa tem recebido crescente atenção no cenário internacional. Com o progresso econômico e industrial da humanidade baseado na queima de combustíveis fósseis - desde a primeira revolução industrial - o aquecimento global é fato comprovado pela comunidade científica. Se não fizermos nada a este respeito, certamente as próximas gerações estarão comprometidas.
O que é o efeito estufa?

O sol projeta raios para a terra o que a esquenta e torna a vida possível. Basicamente, um terço dos raios que atingem a terra é devolvido ao espaço. Dois terços são absorvidos pela terra e em menor escala, pela atmosfera. A terra devolve ao espaço ondas longas (infravermelhas). Muitas destas ondas longas emitidas pela terra e pelos oceanos são absorvidas pela atmosfera, incluindo nuvens. Isso é chamado efeito estufa: retenção de calor.
Em uma estufa, a parede de vidro diminui o fluxo de ar assim como aumenta a temperatura interna. Analogicamente, porém com um processo físico diferente, o efeito estufa faz com que a terra esquente. Sem o efeito estufa natural, a média de temperatura na terra seria menor do que o ponto de congelamento da água. Assim, o efeito estufa torna a terra habitável. O vapor de água é o gás mais importante no efeito estufa e em seguida o dióxido de carbono (CO2). Ozônio, Metano e outros gases que fazem parte da atmosfera, em pequena escala, também contribuem para o efeito estufa. Nas áreas úmidas do Equador, onde existe muito vapor de água e um pouco de CO2, o efeito estufa é muito grande. Contudo, nas áreas frias, secas e polares, o efeito de pequenos aumentos de CO2 e vapor de água são bem maiores no aquecimento global. O mesmo efeito ocorre nas regiões altas da atmosfera onde pequenos aumentos de vapor de água têm uma grande influência no efeito estufa.
Vários componentes do sistema climático, notavelmente os oceanos, afetam a concentração de gases do efeito estufa. O principal exemplo disso é as plantas que tiram CO2 da atmosfera e convertem em carboidratos através da fotossíntese.
Na era industrial, atividades humanas têm emitido gases do efeito estufa principalmente queimando combustíveis fósseis e destruindo florestas. Basicamente a humanidade retira carbono da terra (petróleo, carvão mineral etc.) e o lança para atmosfera aumentando a concentração de CO2, intensificando o efeito estufa, e conseqüentemente causando o aquecimento global e as mudanças climáticas que dele decorrem.
O bambu e o efeito estufa

Os bambus, assim como as árvores e os oceanos, usam o carbono através da fotossíntese, para gerar carboidratos. Quando uma árvore ou bambu cresce, é retirada da atmosfera certa quantidade de carbono que fica retido na planta. O bambu tem a vantagem de ser a planta que tem a maior taxa de crescimento da terra, sendo um importante seqüestrador de carbono.
Evolução do peso de um colmo de bambu
No primeiro ano de cultivo, o bambu já alcança 70% de seu tamanho total. Levando em conta que em média brotam 10 colmos de bambu por moita (10 brotos) no mínimo, nota-se que uma muda tem grande potencial de seqüestro. Uma moita normalmente possui de 30 a 40 colmos. Estes dados nos proporcionam algumas contas: o bambu é composto por 48% de carbono. Dez colmos ou uma moita adulta, no mínimo seqüestraram 604 kg de CO2. Isto equivale a 240 litros de gasolina, por exemplo.

Com isso, se você gastar um tanque de 50 litros de gasolina por semana, plantando onze mudas de bambu irá compensar esta poluição por um ano!!”

quarta-feira, 7 de julho de 2010

uma estória...


Os ladrões e o sábio

Havia no meio do sertão um homem famoso por sua sabedoria e vida eremítica. Muitos iam procura-lo para obter bons conselhos em seu solitário lugar de morada. Habitava uma choupana apoiada a uma encosta de montanha. Diz-se que até os animais lhe vinham ao encontro para pedir conselho, pois que ele falasse, inclusive, com eles, de tanta sabedoria... mas, é o que se dizia.
Certa vez, alguns bandidos passaram pelos povoados daquela região causando, a muitos, tantíssimos danos e perdas. Tendo sabido sobre o sábio homem, pensaram que sua sabedoria estivesse acompanhada de ouro escondido e muitos bens, já que muitos diziam ser tal homem possuidor de um rico tesouro. Referiam-se, certamente, ao valor da sabedoria e não ao de algum metal ou algum outro objeto tido como precioso.
Tais ladrões foram ao seu encontro... não se convencendo do que viram: sua choupana humilde e seu único bem material, uma cuia feita de meia cabaça, e nada encontrando além disso e daquele homem de pobre aparência e longos anos... Feriram-lhe, quase de morte, pois tanto lhe bateram querendo saber onde se encontrava o tal tesouro, ao que ele respondia: “esta diante de vocês e não conseguem ver”. Foi, enfim, jogado para fora, todo ferido, sua choupana destruída e sua cuia arrebentada. E foram-se embora, os que vieram com má intenção.
No meio da noite... despertado pelo clarão da lua, quase cheia, da inconsciência provocada pelas violências sofridas e ouvindo os ruídos noturnos ao seu redor, com muito custo ajoelhou-se, juntou as mãos, como numa prece, e olhando para a lua, sorriu.

O tempo passa... a morte é certa. Façamos o bem.

Uma curiosa cripta na igreja dos franciscanos capuchinhos, em Roma.



Santa Maria della Concezione dei Cappuccini (Nossa Senhora da Conceição dos Capuchinhos), é uma igreja em Roma, Itália.
Está localizada a Via Veneto, perto da Piazza Barberini. A cripta está localizada embaixo da Santa Maria della Concezione, uma igreja encomendada pelo Papa Urbano VIII, em 1626.
O irmão do Papa, Cardeal Antonio Barberini, que era da ordem dos Capuchinhos, ordenou, em 1631, que os restos de milhares de freis Capuchinhos fossem exumados e tranferidos para a cripta. Os ossos foram colocados ao longo das paredes e os freis começaram também a enterrar seus próprios mortos lá, bem como os corpos de Romanos pobres, cujas tumbas ficavam embaixo do chão da atual capela das Missas. Todos os dezenhos e detalhes na cripta são feitos com ossos.
A cripta, ou ossário, contem agora os restos de 4.000 freis enterrados entre 1500-1870, um tempo no qual a Igreja Católica permitia enterros embaixo e dentro de igrejas. A cripta subterrânea é dividida em cinco capelas e os ossos são dispostos de forma elaborada, tranformando o espaço em uma macabra obra de arte. Alguns esqueletos estão intactos e ainda vestidos em hábitos franciscanos. Uma placa em uma das capelas diz em três línguas:
"O que você é agora, nós um dia fomos; o que somos agora, você será um dia."

Explicação: no século 17, se tornou comum na Europa um tipo de expressão artística que traduzia o conflito entre o homem e sua maior certeza da vida: a morte. Essa arte, que se manifestou principalmente na pintura, ficou conhecida pela palavra latina vanitas, cuja tradução em português é vaidade (derivada de vanitatis, palavra com a qual os antigos romanos designavam a vacuidade, a futilidade e o orgulho vão). Resumindo a mensagem: a vida é boa, mas passa. Nela há beleza, poder, prazer, mas (também) a decadência e o fim inevitável. Daí vem a advertência sobre as conseqüências da total entrega a uma vida de prazeres e às questões mundanas frente à inevitabilidade da morte.
Esse modo de pensar convida a refletir sobre a arrogância, o materialismo exacerbado e o hedonismo (características tão acentuadas no nosso tempo). Acima de tudo é um convite para que as pessoas se lembrem de que a vida também é feita de valores e virtudes.
Vários santos, reconhecidos pela penitência de sua vida, trazem este simbolismo através da presença de um crânio ao seu lado.
O próprio São Francisco de Assis, em várias das suas representações, traz um crânio na mão ou junto aos pés. Particularmente, penso que estas representações de são Francisco transmitem melhor o carisma franciscano do que outras que se encontram por aí.
Busquemos, pois, por uma vida virtuosa, mostrar que somos, desde já, cidadãos do Céu.