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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Começou para nós um ano novo com o tempo do Advento

Com o Tempo do Advento começa um novo ano para nós Igreja. Pois, com o nascimento de Jesus Cristo uma nova vida foi oferecida à humanidade: sermos a Família de Deus. Com o Natal, então, nós celebramos que com o nascimento do Menino-Deus, foi o próprio Pai Celeste quem nos gerou seus filhos e filhas no seu Único Filho.

transcrevo dois textos, para que entendamos esse TEMPO NOVO que começa:

1. O Advento e seu significado

O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.

O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade.

Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa. Porém, atualmente, tem-se propagado o costume de velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.

Pe. Agnaldo Rogério dos Santos (Reitor dos Seminários Filosófico e Teológico da Diocese de Piracicaba)
Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/advento/01.htm

2. A CELEBRAÇÃO DO ADVENTO
Como fez para outros tempos do ano litúrgico, o Vaticano II enriqueceu notavelmente de leituras bíblicas o período do Advento. Os três ciclos para os quatro domingos, as leituras cotidianas da missa durante essas quatro semanas, apresentam um tesouro considerável, digno de uma atenta catequese.
O novo calendário romano, no n. 39, cuidou de exprimir o significado do Advento: "O tempo do Advento tem uma dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se recorda a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens e simultaneamente é o tempo no qual, através desta recordação, o espírito é conduzido à espera da segunda vinda de Cristo no final dos tempos".
Esse significado envolve o lecionário inteiro: a escolha de cada perícope evangélica não só confere a cada celebração seu colorido litúrgico particular, mas determina, pelo menos para os grandes tempos do ano, a escolha das outras leituras ductilmente harmonizadas com ela.
Mais sugestiva que um longo comentário sobre a teologia do Advento é a tabela seguinte:

I DOMINGO - Ano A - Esperança vigilante do Senhor
PROFETA - Is 2, 1-5 As nações se reúnem
APÓSTOLO - Rm 13, 11-14 O dia está próximo
EVANGELHO - Mt 24, 37-44 Vigiai

II DOMINGO - ANO A - Advertência de João Batista: Preparai os caminhos do Senhor
PROFETA - Is 11, 1-10 Sobre ele o Espírito do Senhor
APÓSTOLO - Rm 15, 4-9 As promessas realizadas em Jesus
EVANGELHO - Mt 3, 1-12 Preparai o caminho do Senhor

III DOMINGO - ANO A - Presença dos tempos messiânicos. Alegria.
PROFETA - Is 35, 1-6.8.10 - As curas, sinais dos tempos
APÓSTOLO - Tg 5, 7-10 - Paciência até a vinda do Senhor
EVANGELHO - Mt 11, 2-11 - Curas e Sinais

IV DOMINGO - ANO A - Encarnação do Verbo
PROFETA - Is 7, 10-14 - Uma virgem dará à luz
APÓSTOLO - Rm 1, 1-7 - Nascido de Davi segundo a carne
EVANGELHO - Mt 1, 18-24 - Anúncio a José

Como se pode notar, os domingos exprimem uma continua progressão partindo do segundo advento, ligado ao último domingo do ano, embora sempre sublinhem o nascimento de Jesus, para chegar à encarnação do Verbo.

Observe-se a discreta harmonização entre as três leituras do mesmo domingo. Somos pois convidados a ler e a estudar os textos na sua recíproca ligação no âmbito da celebração de um mesmo domingo, mas também na sua ligação com os textos dos domingos seguintes.

A tonalidade de fundo que percorre o 1º domingo é a da espera vigilante do Senhor. Ele anuncia o seu retorno. Devemos estar alertas. As nações se reunirão. O dia está próximo. É preciso vigiar e estar pronto para comparecer de pé diante do Filho do homem. Um germe de justiça se instaurará no fim dos tempos, pelo que devemos estar firmes e irrepreensíveis.

Se o reino dos céus está próximo, é mister preparar os caminhos. É o tema específico do 2º domingo do Advento. O Espírito está sobre o Senhor e nele as promessas são confirmadas . Preparar os caminhos significa preparar um mundo novo, uma terra nova. Devemos saber ver a salvação de Deus, cobrir-nos como manto da justiça e revestir-nos do esplendor da glória do Senhor.

O 3º domingo apresenta os tempos messiânicos. Deus vem salvar-nos, a sua vinda está próxima, as curas são o sinal da sua presença. No meio de nós está alguém que não conhecemos. Exultamos pela presença de quem está marcado pelo Espírito. Um mais poderoso que João Batista deve chegar. Já está aqui. E esse o tempo da fraternidade e da justiça.

O 4º domingo do Advento anuncia a vinda iminente do Messias. José foi pré-advertido. Uma Virgem conceberá o Filho de Deus, Jesus Cristo, da estirpe de Davi. A noticia é comunicada a Maria. O trono de Davi será firme para sempre. O mistério calado por Deus durante séculos é agora revelado. Também Isabel agora sabe. De Judá sairá aquele que vai reger Israel. Ele vem para cumprir a vontade de Deus.

Extraído do livro O ANO LITÚRGICO História, Teologia e Celebração Anámnesis 5, vários autores, ©Paulinas 1991
Fonte: http://www.mundocatolico.org.br/advento.htm

Se quiser ver mais sobre o advento vale a pena consultar, também, o endereço:
http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/especiais/2010/advento/index.php

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