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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

texto para ajudar na reflexão de construção do Plano pastoral da comunidade

Este texto quer servir às comunidades e aos grupos pastorais que estão se reunindo para se auto-avaliar e construir seu plano de evangelização. Foi extraído da introdução do documento "Comunhão, Co-responsabilidade e coordenação Pastoral da igreja em Duque de Caxias e São João de Meriti" de 2009. Ele apresenta uma breve e clara visão dos desafios que a Igreja tem pela frente e é muito oportuno para nossas reflexões.


Uma Igreja de Comunidades

Somos uma Igreja que nasce do batismo, da nossa inserção na comunhão trinitária (Gl 3,28), comunidade fraterna e participativa, ungida para o múnus profético, sacerdotal e real de Jesus Cristo. Sim, queremos ser igreja de irmãos e irmãs, presença nova do Cristo pastor em nossa realidade de sofrimentos e alegrias, cada qual segundo sua vocação e os carismas e ministérios suscitados pelo Espírito, com autonomia e comunhão, sem senhores e dominados, nem clerical nem laicizada, fiéis e pastores todos ministros e ministras do Evangelho na Igreja e no mundo.

Uma Igreja de discípulos e discípulas
Estamos nos distanciando da sociedade de cristandade na qual a fé se impunha por herança e por cultura. Somos chamados a ser Igreja num contexto urbano, plural, onde pululam inúmeras ofertas religiosas, não faltando idolatrias sedutoras e receitas reducionistas da fé cristã. As profundas e aceleradas transformações culturais fazem com que vivamos tempos de perplexidade, de ambigüidade de valores, de falta de rumo e de horizonte. Tudo parece provisório. É grande a busca por respostas às necessidades imediatas, e maior a falta de sentido de vida.
Neste contexto, nos sentimos fortemente chamados a “dar as razões de nossa esperança” (1Pd 3,15). Mais do que antes, faz-se necessária uma evangelização vigorosa e uma consistente iniciação na fé. Um verniz de cristianismo já não resiste às tempestades dos tempos atuais.
Queremos, pois, ser uma Igreja onde, no calor de nossas comunidades, somos conduzidos ao encontro pessoal e cada vez mais profundo com o Senhor, encontro que desencadeia o nascimento para uma vida nova, para o discipulado, para o sentido da missão, com o espírito do Senhor, em comunidade. Temos consciência que só uma fé experienciada, assumida livre e conscientemente, esclarecida pela catequese, alimentada constantemente, forma discípulos e testemunhas do Senhor. Só uma espiritualidade sólida, profunda e vibrante sustenta uma Igreja em estado de missãos.

Uma Igreja missionária a serviço da vida
O encontro com o Bom Pastor é a experiência de um dom, que se recebe não para o próprio gozo, mas para a vida do mundo. Nos sentimos irmãos, irmãs universais, enviados pelo Ressuscitado a todas as criaturas para anunciar a Boa Nova do Reino de Deus e o Caminho que é Jesus Cristo. O mandato do amor nos leva a abraçar a pessoa inteira e todas as pessoas, ambientes e povos.
Cremos que o Espírito Santo já está agindo dentro dos dramas de nossa sociedade e apostamos na força transformadora do Evangelho. Queremos ser uma Igreja que, em todos os seus membros, ações e estruturas, esteja corajosa e alegremente voltada para a missão evangelizadora. Uma Igreja presente na praça do mundo, pelo serviço e parceria, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão. Somos apenas um pequeno rebanho dentro da cidade, no entanto, com humildade e profetismo, almejamos ser fermento para o desabrochar de nova cultura, nova ordem social, econômica e política. Com preferência do Senhor pelos pobres e marginalizados deste mundo, perseveraremos na defesa da justiça, da dignidade humana e da vida na terra.
Recordamos que “comunidade” vem do latim cum múnus, isto é, com o mesmo serviço, a mesma missão. Nos reunimos em comunidade não para engorda, mas para estar com o Senhor e ser enviados por Ele em missão (Mc 3,14). Como sonhou a Conferência de Aparecida, que nossas comunidades sejam centros irradiadores da Vida em plenitude que o Senhor veio trazer a Terra.

Uma Igreja testemunha da economia do Reino
O projeto neoliberal de predação irresponsável, acumulação egoísta e consumo voraz não tem futuro. É um projeto idolátrico, que sobrevive da morte. A exemplo do Bom Pastor, nosso Mestre e Senhor, como Igreja que deve ser comunhão de pessoas, comunhão de cons e também comunhão de bens, queremos aprofundar nossa conversão, romper com os ídolos (MT 4, 8-11; 6,24), caminhar livres das amarras do ouro, do poder e do prestígio, e testemunhar em nossa própria vida uma nova economia de comunhão e solidariedade, sinalizando que verdadeiramente a evangelização é a razão de ser da Igreja e sua inegociável prioridade.

Um comentário:

  1. Adorei seu blog, os textos são otimos, depois da uma olhada no meu blog tambem, ele tem otimos textos você vai gostar eu garanto. O link ta ai embaixo:
    http://derlandreflexivo.blogspot.com/

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